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MADRID 23 abr. (EUROPA PRESS) -
O líder da União Brasil no Congresso, Pedro Lucas Fernandes, anunciou na terça-feira sua decisão de não aceitar sua nomeação como novo ministro das Comunicações do país latino-americano, cargo que deveria assumir no lugar de Juscelino Filho, após sua renúncia devido a denúncias de corrupção.
"Sou líder de um partido pluralista, com uma bancada diversificada e comprometida com o Brasil. Tenho plena convicção de que, neste momento, posso contribuir mais para o país e para o próprio governo a partir do cargo que ocupo na Câmara dos Deputados", disse em mensagem postada nas redes sociais, na qual defendeu o diálogo com diferentes forças, construindo consensos e ajudando a formar maiorias em questões relevantes, tendo em vista que seu partido tem 59 cadeiras no Congresso.
Fernandes se desculpou com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, que lhe ofereceu o cargo no início de abril, declarando que "recebo seu gesto com gratidão e reafirmo minha disposição de participar do diálogo institucional, sempre em favor do Brasil".
O líder do partido conservador substituiria Juscelino Filho, que renunciou ao cargo de chefe do Ministério das Comunicações depois que o Ministério Público apresentou acusações contra ele por corrupção e fraude em concessões públicas, crimes que ele teria cometido em 2021, antes de sua nomeação para fazer parte do governo de Lula.
Essa é a primeira acusação de corrupção contra um membro do executivo de Lula desde o início de seu mandato, em janeiro de 2023. De acordo com a investigação, Filho participou de um esquema de desvio de dinheiro público para a cidade de Vitorino Freire, no Maranhão, onde sua irmã era prefeita, em troca de propinas.
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