Publicado 10/03/2025 20:59

Líder da SDF vê "oportunidade real" de "construir uma nova Síria" no acordo de al-Shara

Comandante da SDF, Mazlum Abdi, com o presidente de transição da Síria, Ahmed al Shara
TELEGRAM DE LA PRESIDENCIA DE SIRIA

MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -

O comandante-chefe das Forças Democráticas da Síria (SDF), Mazlum Abdi, descreveu nesta segunda-feira o acordo assinado com o presidente de transição sírio, Ahmed al Shara, para integrar as instituições autônomas curdo-árabes do nordeste da Síria ao Estado como uma "oportunidade real" para "construir uma nova Síria".

"Estamos comprometidos com a construção de um futuro melhor que garanta os direitos de todos os sírios e atenda às suas aspirações de paz e dignidade. Vemos esse acordo como uma nova oportunidade real de construir uma nova Síria que englobe todos os seus componentes e garanta a boa vizinhança", disse ele por meio de seu perfil no site de rede social X.

Nesse sentido, Abdi enfatizou que, "nesse período muito delicado", eles estão trabalhando "juntos para garantir uma fase de transição que reflita as aspirações de nosso povo por justiça e estabilidade".

A ala política da SDF, o Conselho Democrático da Síria, explicou que a assinatura do acordo, "em um momento crucial da história da Síria", foi feita em um "espírito de responsabilidade nacional". "O acordo marca um estágio fundamental na construção de uma nova Síria", afirmou.

Ele busca estabelecer um estado democrático e pluralista que respeite os direitos das minorias, com base em uma constituição que reflita a vontade dos sírios, tanto homens quanto mulheres. "O acordo estabelece as bases para uma república moderna de acordo com as aspirações do povo sírio.

"Esse acordo destaca a necessidade urgente de uma nova etapa na Síria, que deve se basear na parceria nacional, no reconhecimento mútuo e na justiça política. Nesse estágio, todos os sírios, sem exceção, terão o direito de determinar seu destino. Isso será alcançado por meio de uma participação política genuína que garanta a igualdade, a dignidade e as liberdades fundamentais", diz uma declaração.

No entanto, ele afirma que "esse acordo constitui um passo em direção a uma solução política e ressalta que o sucesso desse acordo depende do compromisso de todas as partes, que devem aderir ao espírito de mudança genuína e trabalhar para a construção de um estado democrático moderno que respeite a vontade de seu povo e atenda às suas aspirações".

"Esse Estado também deve se tornar parte do mundo livre, que acredita na justiça e nos direitos humanos. A Síria é para todos os sírios. Deve ser um Estado democrático, pluralista e descentralizado, que honre os sacrifícios feitos por seu povo. Esse Estado também ocuparia seu lugar de direito entre as nações, tanto em termos de civilização quanto de valores humanitários", concluiu.

REAÇÕES INTERNACIONAIS

Por sua vez, o governo da Arábia Saudita saudou a assinatura do acordo que estipula a integração de todas as instituições civis e militares do nordeste da Síria às do Estado e reiterou seu "total apoio à unidade, à soberania e à integridade territorial da Síria".

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita elogiou as medidas tomadas pela liderança síria para "preservar a paz civil na Síria e os esforços feitos para concluir o processo de construção de instituições estatais de uma maneira que alcance a segurança e a estabilidade e atenda às aspirações do povo sírio".

Na mesma linha, as autoridades do Catar, por meio de seu portfólio diplomático, "deram as boas-vindas" ao acordo, enfatizando que ele é um "passo importante para consolidar a paz civil, aumentar a segurança e a estabilidade e construir o estado de direito".

"Doha enfatiza que a estabilidade e a prosperidade da Síria exigem que o Estado monopolize as armas em um único exército que represente todos os sírios, assegurando a preservação da soberania, da independência e da integridade territorial do país", afirmou, antes de renovar seu "apoio total" às aspirações do povo sírio em direção à "liberdade, ao desenvolvimento e à prosperidade".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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