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MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, denunciou nesta terça-feira que as autoridades do país latino-americano realizaram uma "brutal onda de repressão" durante os últimos três dias, quando prenderam mais de vinte pessoas.
"Alerta global. O regime de (Nicolás) Maduro desencadeia uma onda brutal de repressão na Venezuela: mais de 20 desaparecidos e presos em 72 horas. A justiça internacional tem a obrigação de responsabilizar os perpetradores", disse ele em seu perfil no site de rede social X.
O Comando con Venezuela denunciou que a "nova onda de repressão", que inclui líderes da oposição, bem como testemunhas de mesa do processo eleitoral de 28 de julho de 2024, ocorreu ao mesmo tempo em que Caracas e Washington trocaram um grupo de prisioneiros, no âmbito de um acordo com o governo de El Salvador, que incluiu a libertação de prisioneiros venezuelanos.
"Apesar do fato de que o número de libertações anunciado pelos porta-vozes oficiais do regime era de 80 pessoas, até hoje não há confirmação de que esse número tenha se concretizado. Ainda mais grave, até o momento, apenas uma mulher foi libertada e nenhum menor foi libertado", disse ele.
Nesse contexto, a oposição considerou que "esse padrão, já repetido, confirma a política da 'porta giratória'", que envolve "liberar seletivamente alguns para prender outros". "A repressão não cessa, apenas é redistribuída. A privação de liberdade continua a ser usada como ferramenta de barganha política em meio à diplomacia de reféns e à punição seletiva", disse ele.
No entanto, na segunda-feira, a ONG Foro Penal calculou em 57 o número de "presos políticos" libertados na Venezuela, dos quais 48 eram venezuelanos e nove eram americanos ou residentes permanentes nos Estados Unidos.
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