Publicado 15/06/2026 12:00

O líder da oposição israelense acusa Netanyahu de “perder a guerra” e “desmoronar na hora da verdade”

Archivo - Arquivo - O líder da oposição israelense, Yair Lapid.
Ilia Yefimovich/dpa - Arquivo

MADRID 15 jun. (EUROPA PRESS) -

O líder da oposição de Israel, Yair Lapid, acusou nesta segunda-feira o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, de “perder a guerra” e “desmoronar no momento da verdade”, em uma crítica velada ao acordo preliminar alcançado pelos Estados Unidos e pelo Irã para pôr fim ao conflito.

“O Estado de Israel venceu a batalha, mas Netanyahu perdeu a guerra”, afirmou, antes de esclarecer que foi o Exército que “cumpriu suas missões”, enquanto o governante “não soube estar à altura”.

“Nunca houve um fracasso diplomático como o de Netanyahu na frente iraniana. Chegou a hora de reconhecer o fato de que ele simplesmente não pode mais continuar assim”, sustentou o líder da oposição.

Nesse sentido, ele criticou o fato de ser o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quem “pública e abertamente diz ao primeiro-ministro de Israel que é seu chefe e que ele tem que fazer o que lhe mandam”. “Isso coloca Israel em uma situação difícil, diante da necessidade de escolher entre seu direito à legítima defesa e o confronto com seu maior aliado”, lamentou.

Assim, ele esclareceu que, em um governo liderado por ele mesmo, “isso nunca teria acontecido”. “É o que acontece quando você se cerca de palhaços, cínicos e pessoas que recebem dinheiro do Catar”, observou, em relação a alguns dos processos criminais abertos pela Justiça israelense contra o próprio Netanyahu.

“Agora sabemos que ele já não consegue proteger a segurança e as vidas dos cidadãos de Israel. Pudemos ver que ele já não consegue conduzir uma campanha diplomática”, lamentou, segundo informações do jornal ‘The Times of Israel’.

Por sua vez, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, e o de Finanças, Bezalel Smotrich, criticaram duramente o pré-acordo e insistiram que Israel deve continuar lutando em “múltiplas frentes”. "O Estado de Israel não deve aceitar um cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã", afirmou.

Assim, ele defendeu que “a segurança dos cidadãos deve estar acima de todas as outras considerações”. “Exijo que o primeiro-ministro permita que os militares continuem com suas atividades de demolição de residências e eliminação de terroristas. Não devemos agir de acordo com os acordos entre Trump e (Mojtaba) Jamenei”, declarou Ben Gvir.

Enquanto isso, Smotrich ressaltou que um acordo com o Irã é um “mau acordo para Israel e para todo o mundo livre”. “Não se deve permitir, sob nenhuma circunstância, que o Irã tenha armas nucleares, e não devemos aceitar uma realidade em que o regime extremista de Teerã continue avançando até alcançar seu objetivo”, acrescentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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