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MADRID 13 out. (EUROPA PRESS) -
O proeminente líder da oposição cubana, José Daniel Ferrer, deixou Cuba na segunda-feira para se dirigir aos Estados Unidos, depois de ter proposto às autoridades da ilha, há algumas semanas, que fosse libertado em troca de sua partida para o "exílio".
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba anunciou a partida de Ferrer na segunda-feira, após um "pedido expresso" das autoridades norte-americanas e a "aceitação expressa" do líder da União Patriótica de Cuba (UNPACU), que foi detido após a revogação de sua liberdade provisória em abril passado.
O governo reiterou que essa revogação se deveu ao "reiterado descumprimento das obrigações e requisitos" estabelecidos pelo sistema de justiça e que, uma vez concluída a revisão da "medida cautelar de prisão provisória", o Ministério Público concordou em modificá-la.
Assim, argumentou que a libertação "se baseia na avaliação exaustiva do Ministério Público da situação legal de Ferrer García, no cumprimento do devido processo, na consideração das circunstâncias específicas do caso e na aplicação dos poderes concedidos às instituições por lei".
"O Estado cubano reitera seu compromisso inabalável com a aplicação da lei, a proteção dos direitos de todas as pessoas, a defesa de nossa soberania contra campanhas de descrédito e a preservação da paz e da ordem constitucional", explicou o Ministério das Relações Exteriores em sua nota.
Ferrer foi um dos mais de 530 prisioneiros libertados da prisão em janeiro, em um acordo entre Cuba e o Vaticano, depois que o governo de Joe Biden retirou a ilha da "lista negra" dos EUA de países que patrocinam o terrorismo. Ele é uma das figuras mais reconhecidas da dissidência interna e o governo de Donald Trump havia solicitado sua libertação.
No início deste mês, veio à tona uma carta datada de setembro na qual o próprio Ferrer concordava em deixar Cuba. "Tomei essa decisão para a segurança de minha família e por frustração com a desunião, o sectarismo e a falta de eficácia da oposição dentro e fora de Cuba na luta pela liberdade e pelo bem-estar de nossa pátria", escreveu ele na carta, que foi divulgada por sua família.
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