Publicado 29/09/2025 01:13

A líder da oposição Corina Machado pede ao Papa Leão XIV que interceda pelos "presos políticos" na Venezuela

Archivo - Arquivo - 9 de janeiro de 2025, Caracas, Miranda, Venezuela: A líder da oposição, Maria Corina Machado, aparece no comício da oposição convocado por ela, nas ruas de Caracas... Marchas e comícios do governo e da oposição antes da posse do presid
Europa Press/Contacto/Jimmy Villalta - Arquivo

MADRID 29 set. (EUROPA PRESS) -

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, pediu ao papa Leão XIV que interceda junto às autoridades do país latino-americano para que os "presos políticos" sejam libertados antes que ele canonize dois cidadãos venezuelanos no dia 19 de outubro.

"Pedimos a Sua Santidade o Papa Leão e a todas as pessoas de bem ao redor do mundo que intercedam por cada um de nossos heróis sequestrados no caminho para a canonização de nossos santos, Madre Carmen Rendiles e Dr. José Gregorio Hernández", disse em sua conta na rede social X.

Na mesma mensagem, a líder da oposição indicou que "hoje levantamos nossas vozes para pedir (a) canonização sem os presos políticos", enquanto defendia que "os venezuelanos lutam pela liberdade, pela justiça, pela verdade e pela família, e andamos de mãos dadas com Deus".

Essas declarações coincidem com o apelo feito no domingo pelo Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos, que convocou os cidadãos a fazer campanha na mesma plataforma "para que nossa voz chegue ao Vaticano".

A organização disse que escreveu uma "carta aberta" ao Pontífice, "pedindo intercessão para que nenhum dos mais de 1.000 presos políticos na Venezuela viva atrás de grades injustas, a canonização dos Beatos Rendiles e Hernández".

"Sua Santidade, o Papa Leão XIV, solicitamos respeitosamente que levante sua voz e, por qualquer meio que considere apropriado, peça ao governo de Nicolás Maduro a libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos", diz a carta.

O Comitê vê na canonização dos dois venezuelanos "uma oportunidade única" e "um veículo para a liberdade, a paz e a reconciliação", de acordo com uma carta na qual denuncia que "a grave crise dos direitos humanos em nossa Venezuela aumentou dramaticamente".

Nessa linha, a organização alertou que "as detenções arbitrárias não se limitam mais aos líderes políticos, mas afetam cidadãos de todas as camadas sociais, incluindo trabalhadores, padeiros, profissionais, policiais e militares" e, em particular, apontou "padrões de violações (dos direitos humanos), como isolamento prolongado, desaparecimentos forçados e maus-tratos cruéis e desumanos".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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