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Exigirá que a UE devolva o dinheiro contribuído pela Alemanha
MADRID, 13 set. (EUROPA PRESS) -
A líder do partido de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, afirmou neste domingo que expulsarão todos os cidadãos ucranianos e sírios que chegaram à Alemanha nos últimos anos, cujo número ela estima em centenas de milhares para cada nacionalidade.
“Na Alemanha, há mais de um milhão de ucranianos que recebem benefícios sociais. É inacreditável. Nada disso é mais sustentável economicamente”, afirmou Weidel em entrevista à emissora de televisão austríaca AUF1.
Esses cidadãos ucranianos “também precisam voltar”, e ela mencionou “especialmente os jovens ucranianos em idade militar”. “Estamos falando de números de seis dígitos. Esses homens precisam voltar de boa vontade”, destacou.
Sobre a guerra na Ucrânia, Weidel insistiu na necessidade de “suspender os pagamentos à Ucrânia e todo o apoio à guerra”. “Vamos exigir reembolsos substanciais da Ucrânia”, advertiu.
Quanto à Síria, ela observou que “como o motivo que os levou a fugir já não existe em seu país de origem, eles precisam voltar”. “O asilo é um direito temporário e, quando o motivo do asilo já não existe, essas pessoas precisam voltar e não devem ser naturalizadas”, argumentou.
Além disso, ela antecipou que, se chegar ao governo, “revisaremos os casos dos sírios naturalizados para verificar se os critérios” de concessão da nacionalidade foram realmente cumpridos. “Temos dúvidas consideráveis”, afirmou.
Weidel referiu-se, por outro lado, ao atual chanceler, o conservador Friedrich Merz, e previu que “vão substituí-lo”. “Estou convencida. Não vejo nenhuma alternativa realmente viável na CDU (União Democrática Cristã), pois eles têm um problema de credibilidade”, afirmou.
Sobre a UE, ela adiantou que exigirão a devolução das contribuições financeiras alemãs. “Simplesmente não vamos continuar financiando toda a diversão dos nossos vizinhos (...). Queremos que nos devolvam nosso dinheiro e faremos cortes substanciais”, prometeu.
“Veremos o drama em Bruxelas e Estrasburgo quando deixarmos de financiar todo esse circo. Estou ansiosa para ver a reação deles”, reforçou.
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