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MADRID 23 ago. (EUROPA PRESS) -
A líder do partido de extrema direita alemão Alternativa para a Alemanha (AfD), Alice Weidel, adiantou que, caso formasse um governo, acabaria com o pacto de livre circulação da UE, o Acordo de Schengen, para evitar situações como a entrada em massa de migrantes em Ceuta, em meados de agosto.
“Vamos encerrá-lo. Vamos nos retirar do Acordo de Schengen para que pessoas como as de Ceuta não possam vir para cá”, afirmou Weidel em entrevista à emissora pública alemã ZDF. “Esse acordo (Schengen) tem que acabar”, acrescentou.
Weidel criticou assim o atual governo conservador alemão, liderado pelo chanceler Friedrich Merz, por não exercer controle sobre as fronteiras do país. “As fronteiras estão abertas. Qualquer um pode entrar”, denunciou. “As mulheres têm medo de sair às ruas. Há ataques com faca por toda parte”, afirmou ela antes de prometer que todos os sírios, estimados em cerca de 1,3 milhão, serão “todos devolvidos ao seu país”.
Assim, ela pediu que se pare de “conceder cidadania a pessoas que deveriam sair do nosso país” e criticou os políticos “idiotas” que governam a Alemanha. “Não quero que esses idiotas que ficam sentados lá continuem me mentindo, prometendo uma coisa e depois fazendo exatamente o contrário”, declarou. “Ou você é incompetente ou é de propósito. Merz é um incompetente. O senhor (Lars) Klingbeil também é um incompetente”, acrescentou, referindo-se ao vice-chanceler e ministro das Finanças do governo da União Democrata Cristã (CDU).
No âmbito econômico, Weidel prometeu que, se obtiver maioria nas eleições federais, previstas para 2029, abolirá o euro por ser “uma moeda instável” e “fraca”. “Há uma tremenda redistribuição de riqueza, mas com uma moeda instável”, argumentou.
De fato, ela considera que a Alemanha “estava significativamente melhor” antes do euro. “Há um empobrecimento generalizado dos segmentos trabalhadores da população”, alertou.
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