Publicado 26/03/2026 14:00

O Líbano recorre ao Conselho de Segurança da ONU para conter a "ameaça" de Israel contra sua "soberania"

Archivo - Arquivo - Imagem de arquivo de uma bandeira do Líbano.
Giordanno Brumas/SOPA Images via / DPA - Arquivo

MADRID 26 mar. (EUROPA PRESS) -

O ministro da Informação do Líbano, Paul Morcos, informou nesta quinta-feira que as autoridades decidiram “recorrer imediatamente” ao Conselho de Segurança das Nações Unidas para conter a “ameaça” que representa a ofensiva de Israel contra a “soberania” libanesa.

Morcos indicou que a medida foi adotada após uma reunião do gabinete em que foi discutida a postura israelense, que defende a intensificação de sua campanha militar contra supostas posições do partido-milícia Hezbollah no sul do Líbano. Assim, após a reunião, Morcos garantiu que a decisão foi motivada especialmente pelos “bombardeios contra as pontes sobre o rio Litani”, a zona que separa o sul do país do resto do território.

“O deslocamento em massa de residentes e o avanço das tropas israelenses para o norte do território libanês, além da destruição, (...) ameaçam a integridade territorial e a soberania do Líbano”, afirmou, segundo informações coletadas pela agência de notícias NNA.

Da mesma forma, ele endossou as palavras do primeiro-ministro, Nawaf Salam, que alertou que Israel “ameaça repetidamente” o Líbano e “está trabalhando ativamente para ocupar toda a zona ao sul do rio Litani”, uma área que se prevê que busquem “anexar” para “separá-la do resto do território libanês”.

“Isso tem sido acompanhado pelo deslocamento forçado dos habitantes das localidades da zona sul e pelo processo de confisco de terras e demolição de residências, que ocorre diariamente e indica que esses civis não poderão retornar em breve às suas casas”, lamentou.

“Consideramos que essas ações e declarações, sob qualquer pretexto (...) são extremamente perigosas e uma ameaça à soberania do Líbano, à sua integridade territorial e aos direitos de seus cidadãos. Isso é totalmente contrário ao Direito Internacional e à Carta das Nações Unidas”, afirmou.

Por isso, solicitou ao Ministério das Relações Exteriores que “apresente imediatamente uma queixa ao Conselho de Segurança a esse respeito”. “Também entrarei em contato diretamente com o secretário-geral das Nações Unidas assim que esta sessão terminar, com o mesmo objetivo”, concluiu.

Nesta mesma quinta-feira, Morcos recebeu a coordenadora especial das Nações Unidas, Jeanine Hennis-Plasschaert, com quem abordou os ataques contra meios de comunicação, jornalistas, profissionais de saúde e paramédicos, entre outros.

Assim, entregou-lhe uma lista de ataques israelenses dirigidos contra eles, “que causaram a morte de vários e ferimentos a outros, considerando que isso constitui uma violação flagrante das normas mais básicas do Direito Internacional Humanitário”, conforme ressalta em um comunicado no qual aproveitou para pedir à comunidade internacional que “garanta sua proteção”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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