Marwan Naamani/ZUMA Press Wire/d / DPA - Arquivo
MADRID 28 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Líbano e de Israel realizarão, entre os dias 4 e 6 de agosto, na capital da Itália, Roma, uma nova rodada de negociações, liderada pelos Estados Unidos, com o objetivo de “impulsionar” a implementação do acordo-quadro assinado no final do mês de junho passado entre as partes.
“Em Roma, os grupos técnicos se concentrarão em impulsionar a plena implementação do acordo-quadro”, conforme informou um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos à Europa Press, na qualidade de patrocinador das negociações, precisando que isso inclui “ampliar o processo das zonas-piloto”, a resolução das questões fronteiriças pendentes e trabalhar em prol de um acordo integral de paz e segurança.
Conforme explicou o referido funcionário, a “primeira zona piloto” representa uma “oportunidade concreta” para alcançar “avanços reais” no terreno, restaurando a autoridade do Estado libanês por meio do “desarmamento verificável das organizações terroristas” e gerando a confiança necessária para dar os próximos passos.
“Encaramos essas conversas com grande ímpeto após o lançamento bem-sucedido da primeira zona piloto no sul do Líbano e a reunião produtiva do presidente (libanês) Joseph Aoun com o presidente (dos Estados Unidos) Donald Trump na semana passada”, acrescentou a mesma fonte.
Por fim, o funcionário norte-americano defendeu o acordo-quadro assinado entre o Líbano, Israel e os Estados Unidos para iniciar conversações formais com vistas a uma paz e segurança “duradouras” como o “único caminho” para uma “paz duradoura”, cujo “sucesso” é uma “prioridade” para o governo Trump.
Com relação ao referido acordo, o próprio Departamento de Defesa dos Estados Unidos explicou na época que seu conteúdo estabelece um “processo claro e estruturado” para “restaurar a soberania” do Líbano, “desarmar” o partido-milícia xiita libanês Hezbollah e “desmantelar sua infraestrutura terrorista”, além de “permitir que Israel retorne às suas fronteiras, uma vez eliminada a ameaça aos seus cidadãos”.
A esse respeito, vale lembrar que, no sul do Líbano, Israel começou a se retirar das chamadas “zonas-piloto”, previstas no acordo com Beirute para que passem a ficar sob o controle das forças libanesas.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático