Europa Press/Contacto/Emily Higgins/White House
MADRID, 7 ago. (EUROPA PRESS) -
As delegações do Líbano e de Israel, reunidas nesta quinta-feira em Roma após interromperem na véspera sua jornada de negociações devido aos últimos ataques do Exército israelense contra o sul do país vizinho, encerraram novamente “antes do previsto” seu encontro “devido aos acontecimentos no terreno”, conforme confirmou um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos à Europa Press.
“A rodada de negociações de hoje foi encerrada às 15h30, horário de Roma”, precisou a referida fonte à agência, acrescentando que as negociações “foram encerradas antes do previsto devido aos acontecimentos no terreno”.
No entanto, está previsto que as delegações libanesa e israelense retomem, na manhã desta sexta-feira, seu diálogo na capital italiana.
Em relação ao encontro desta quinta-feira, interrompido pelo segundo dia consecutivo, as partes envolvidas no diálogo abordaram “questões políticas e militares” em uma reunião que, segundo o referido funcionário, foi “extremamente produtiva”.
“As equipes técnicas conseguiram avanços na definição de detalhes-chave sobre a aplicação do Acordo-Quadro Trilateral”, destacou o porta-voz diplomático em relação ao acordo-quadro alcançado pelos três países no mês de junho passado.
Na manhã desta quinta-feira, as Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram a morte em combate, no sul do Líbano, de dois militares membros de uma brigada de paraquedistas, em uma ação na qual outros quatro soldados ficaram “gravemente feridos” e que foi divulgada após a retomada dos ataques israelenses contra o Líbano.
Por sua vez, o Ministério da Saúde do Líbano informou que pelo menos oito pessoas ficaram feridas em decorrência de ataques “do inimigo israelense” na localidade de Burj al Shamali, no distrito de Tiro.
Da mesma forma, nesta quarta-feira, uma pessoa perdeu a vida e outras doze ficaram feridas em um ataque perpetrado pelo Exército israelense contra Tebnin, um município do distrito de Bint Jbeil, no sul do Líbano. Isso levou à suspensão do diálogo, ainda naquele mesmo dia, em Roma, entre os dois países vizinhos, enquanto Israel justificou sua agressão — apesar do cessar-fogo em vigor e em meio à sétima rodada de negociações — alegando a existência de “infraestrutura terrorista” atribuída, por sua vez, ao partido-milícia xiita libanês Hezbollah.
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