Publicado 17/08/2026 10:14

O Líbano insiste em prorrogar o mandato da FINUL no sul, diante de outras alternativas

21 de julho de 2026, Washington, Distrito de Columbia, EUA: O presidente Joseph Aoun, da República do Líbano, durante encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, no Salão Oval da Casa Branca, em Washington, DC, EUA, na terça-feira, 21 d
Europa Press/Contacto/Aaron Schwartz - Pool via CN

MADRID 17 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente libanês, Joseph Aoun, reiterou nesta segunda-feira que é necessário prorrogar o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL) em detrimento de outras alternativas, como uma força de paz apoiada pela comunidade internacional, uma vez que a missão da ONU continua sendo garantia de “estabilidade”.

“Nossa primeira opção é prorrogar o mandato da FINUL. Caso contrário, a alternativa consiste em adotar um quadro que garanta a continuidade da presença de forças internacionais no sul, dentro dos parâmetros jurídicos exigidos, operando ao lado do Exército e em coordenação com ele para apoiar a estabilidade e a execução das tarefas atribuídas”, afirmou nas redes sociais.

Aoun afirmou que a presença da FINUL no país é fundamental porque “ajuda a manter a população em suas cidades e localidades”, além de promover “a estabilidade por meio da cooperação e da coordenação com o Exército libanês”.

O presidente libanês criticou o fato de Israel “se opor à presença das forças” da UNIFIL no sul e de estar “há quase um ano exercendo pressão” no âmbito das negociações entre as partes facilitadas pelos Estados Unidos.

“O objetivo fundamental é alcançar um avanço que garanta uma presença internacional sustentável no sul, seja por meio da prorrogação do mandato da UNIFIL ou do envio de forças internacionais complementares, preservando assim a estabilidade e reforçando o papel do Estado e do Exército libanês”, concluiu.

Aoun proferiu essas palavras no contexto de uma reunião realizada no Palácio de Baabda com uma delegação parlamentar que lhe entregou uma carta assinada por 86 deputados — e endereçada ao Conselho de Segurança da ONU — para exigir que o órgão renove o mandato da UNIFIL.

A delegação também se reuniu com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, que reiterou que a posição oficial do Líbano continua sendo “a necessidade de haver a presença de uma força da ONU” no sul, capaz de assumir as tarefas de “observação, informação, coordenação e comunicação”.

“Informei pessoalmente ao secretário-geral da ONU, durante sua visita a Beirute e em comunicações posteriores, sobre a posição clara do Líbano a esse respeito”, indicou ele nas redes sociais, expressando sua gratidão aos deputados pela iniciativa.

A FINUL — criada em 1978 — desempenha um papel limitado na chamada ‘Linha Azul’, que se estende por 120 quilômetros ao longo da fronteira sul do Líbano e da fronteira norte de Israel, onde atua para monitorar a cessação das hostilidades entre as tropas israelenses e o Hezbollah, uma vez que seu mandato não lhe permite o uso da força.

Suas atividades são reguladas pela Resolução 1701, aprovada por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU em 2006, após a grave crise entre Israel e a milícia. A retirada das tropas da FINUL está prevista para 2027.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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