Europa Press/Contacto/Ali Hashisho
MADRID 27 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Yusef Ragi, ressaltou a necessidade de “desarmar” o Hezbollah, insistindo que, enquanto isso não acontecer, não faz sentido diferenciar seu braço político do militar, após destacar que o Exército libanês possui capacidade militar suficiente para controlar o sul do país.
“O Hezbollah é libanês no nome, mas iraniano em sua essência”, denunciou Ragi, que destacou que a organização possui uma ideologia que “ultrapassa amplamente os limites do Estado-nação libanês”. “Enquanto não for desarmado, toda distinção entre seu braço militar e seu braço político é fútil”, afirmou.
Com relação à situação no sul do país, onde Israel começou a se retirar das chamadas “zonas-piloto”, previstas no acordo com o Líbano para que passem a ficar sob o controle das forças libanesas, o ministro das Relações Exteriores defendeu esse processo, ressaltando que o Exército libanês “possui hoje as capacidades necessárias” para se posicionar nessas áreas.
“A aposta agora é que ele amplie seu controle para abranger todo o sul, bem como todo o território libanês”, acrescentou, para ressaltar o papel dos Estados Unidos na garantia do compromisso de Israel com a retirada do sul do Líbano.
“Esperamos um Líbano livre de toda ocupação e de todo armamento ilegítimo, próspero, democrático e que viva em paz com seus vizinhos e com o mundo inteiro”, acrescentou ele, para ressaltar que esse é o sentimento da “esmagadora maioria dos libaneses”.
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