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MADRID 5 jul. (EUROPA PRESS) -
Pelo menos duas pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas no Líbano em consequência de ataques do Exército israelense nas últimas 24 horas, apesar do cessar-fogo formalmente em vigor, elevando para 3.304 o número de mortos desde o último dia 2 de março, quando foram retomados os combates entre as forças israelenses e as milícias do partido xiita Hezbollah, três dias após o início da guerra no Irã.
O último balanço do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês indicou que os bombardeios israelenses deixaram 4.304 mortos e 12.203 feridos em todo o país, mas especialmente no sul, palco de constantes bombardeios israelenses contra as populações de uma região que foi parcialmente invadida para, segundo o Exército israelense, criar uma “zona de segurança” que proteja as comunidades do norte de Israel.
Por outro lado, o governo libanês denunciou que grande parte desses bombardeios tem caráter indiscriminado e que, inclusive, foram deliberadamente direcionados contra civis e militares.
As tensões em torno das ações de Israel no Líbano, acompanhadas de advertências de Teerã de que esses fatos constituem violações do pré-acordo assinado com Washington e poderiam comprometer o processo de paz no Oriente Médio, têm sido um dos pontos de atrito nos recentes contatos e levaram até mesmo a diversos desentendimentos públicos entre Israel e os Estados Unidos.
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