Publicado 30/06/2026 15:21

O Líbano eleva para quase 4.280 o número de mortos em ataques de Israel contra seu território desde março

23 de junho de 2026, Nabatieh, Nabatieh, Líbano: Libaneses inspecionam os escombros de seu prédio de cinco andares, destruído por ataques aéreos israelenses no bairro de Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano. Dezenas de libaneses que fugiram de suas aldeias
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani

MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -

O governo do Líbano elevou nesta terça-feira para quase 4.280 o número de mortos e para cerca de 12.200 o de feridos em decorrência dos bombardeios perpetrados pelo Exército de Israel contra seu território desde 2 de março, dia em que retomou os combates contra o partidomilícia xiita Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril.

O Ministério da Saúde libanês informou, em comunicado divulgado pela agência de notícias libanesa NNA, que 4.278 pessoas morreram — número que inclui 135 profissionais de saúde — e 12.196 ficaram feridas em consequência desses ataques.

Na última sexta-feira, as autoridades do Líbano e de Israel chegaram a um acordo-quadro em Washington para iniciar conversações com o objetivo de alcançar uma paz duradoura, embora tal acordo não implique a retirada israelense das áreas que invadiu no sul do país vizinho e estabeleça apenas uma saída “gradual” e condicionada, sempre vinculada ao desarmamento das milícias xiitas, válida apenas em duas “zonas-piloto”.

O texto estabelece que o Exército libanês “restabelecerá a soberania efetiva” sobre todo o seu território, no entanto, “enquanto se aguarda o desarmamento verificado” do Hezbollah, que já rejeitou esse acordo e alertou pela enésima vez que não iniciará um processo de desarmamento com base nessas negociações entre as duas partes.

O acordo-quadro surge, além disso, após a quinta rodada de negociações entre os dois países desde 2 de março e em meio a um frágil cessar-fogo, alcançado em meados de abril e posteriormente prorrogado, que não pôs fim total aos bombardeios israelenses nem ao lançamento de projéteis por parte do Hezbollah.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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