Europa Press/Contacto/Ali Hashisho
MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades libanesas informaram nesta sexta-feira que mais de 4.320 pessoas morreram e mais de 12.200 ficaram feridas em consequência dos ataques de Israel desde 2 de março, data em que tiveram início os confrontos entre as forças israelenses e a milícia xiita Hezbollah, três dias após a guerra com o Irã.
No total, o Ministério da Saúde do Líbano estimou em 4.321 o número de mortos e em 12.207 o de feridos em todo o país, especialmente no sul, onde Israel continua bombardeando incessantemente e invadindo parcialmente o território sob o pretexto de estabelecer uma “zona de segurança” para suas comunidades do norte.
Por outro lado, o governo libanês denunciou que grande parte desses bombardeios tem caráter indiscriminado e chegou até mesmo a ser deliberadamente direcionada contra civis e militares, sendo que as mulheres representam 14% dos mortos nesses ataques e os homens, 86%.
A insistência de Israel em continuar sua campanha militar no sul do Líbano tem sido motivo de atrito nas últimas negociações entre Washington e Teerã, que denuncia que esses ataques violam o acordo de entendimento assinado para pôr fim à guerra.
A tal ponto que ficou público o descontentamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a quem ele repreendeu — fiel ao seu estilo direto — por persistir em sua campanha particular para assumir o controle desses territórios no sul do Líbano.
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