Publicado 18/03/2026 12:42

O Líbano denuncia que Israel recusa negociar um cessar-fogo

17 de março de 2026, Beirute, Líbano: Nuvens de fumaça se erguem após um ataque aéreo israelense no subúrbio sul de Beirute, um reduto do Hezbollah pró-iraniano. Mais de 900 pessoas morreram e 2.221 ficaram feridas nos ataques israelenses ao Líbano, de ac
Europa Press/Contacto/Marwan Naamani

MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -

As autoridades do Líbano denunciaram nesta quarta-feira que Israel está bloqueando as negociações para um possível cessar-fogo em sua ofensiva, lançada no contexto da guerra no Irã após os ataques do partido-milícia xiita libanês Hezbollah.

Segundo o ministro da Cultura libanês, Ghassan Salamé, em declarações à emissora catariana Al Jazeera, a disposição diplomática do Líbano para pôr fim à ofensiva terrestre de Israel não coincide com a disposição de Israel.

“Estamos trabalhando para exercer pressão sobre Israel por meios diplomáticos, mas as negociações com Israel estão paralisadas por muitas razões”, lamentou, indicando que Israel “rejeita um cessar-fogo” e que existe um “bloqueio interno” em relação à própria formação da delegação negociadora israelense.

Nesse sentido, o ministro libanês valorizou o papel dos países europeus, em particular da França, para avançar com uma proposta de negociações.

“O princípio de negociações diretas com Israel não é rejeitado, mas o debate no Líbano gira em torno das condições dessas conversas”, indicou Salamé sobre o formato das conversas.

Embora aponte que os Estados Unidos tenham demonstrado “interesse” na iniciativa, o Líbano indicou que são os atores europeus os que estão mais “interessados” em desenvolver a proposta de negociação e estabelecer contatos. Da mesma forma, Salamé negou que haja “contato direto” com o Hezbollah em relação à possível negociação.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou nesta segunda-feira seu apoio à ofensiva militar israelense no Líbano, argumentando que o partido-milícia "é um grande problema". "O Hezbollah é um grande problema. Está sendo eliminado rapidamente", afirmou durante uma coletiva de imprensa realizada na Casa Branca.

Mais de 900 pessoas morreram na onda de bombardeios lançados por Israel contra o Líbano, que também mobilizou militares em várias zonas do sul, em resposta ao lançamento de projéteis pelo Hezbollah em retaliação ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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