MADRID, 8 jun. (EUROPA PRESS) -
O Ministério da Cultura do Líbano denunciou “danos” em um sítio arqueológico localizado na cidade de Tiro, declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, após um ataque aéreo perpetrado pelo Exército israelense no domingo.
“O ataque causou danos diretos à entrada do sítio e a edifícios administrativos, e também foi danificado o patrimônio arqueológico nas imediações do local do bombardeio, incluindo colunas e capitéis antigos”, denunciou.
O ministério indicou que ainda não é possível “determinar a extensão total dos danos” devido à situação instável na zona e que será necessária “uma avaliação exaustiva no local assim que for garantido o acesso seguro ao mesmo”.
“A antiga cidade de Tiro, que guarda mais de 5.000 anos de história humana, é uma parte essencial do patrimônio cultural mundial, com um valor histórico, cultural e simbólico excepcional para toda a humanidade. Nessa perspectiva, a proteção deste sítio não é responsabilidade exclusiva do Líbano, mas uma responsabilidade coletiva imposta pelo Direito Internacional e pelos acordos sobre a proteção do patrimônio cultural”, lembrou.
Nesse sentido, afirmou que o ataque “faz parte de uma série contínua de violações que têm como alvo” essa zona arqueológica e seus arredores desde 2024, “em clara violação dos acordos e convenções internacionais que garantem a proteção dos bens culturais durante conflitos armados”.
As Forças Armadas israelenses ordenaram nesta mesma segunda-feira a evacuação de Ziqoq al Mafdaq, na cidade de Tiro, no sul do Líbano, como passo prévio ao bombardeio de supostas instalações do partido-milícia xiita Hezbollah, apesar do cessar-fogo teoricamente em vigor.
A cidade de Tiro é uma das mais antigas do mundo, com importância histórica para as culturas fenícia, grega e romana, embora os vestígios arqueológicos mais importantes que se conservam datem da época romana.
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