Publicado 08/04/2026 17:37

O Líbano declarou esta quinta-feira dia de luto nacional pelas cerca de 300 vítimas mortais após a onda de ataques de Israel

BEIRUTE, 8 de abril de 2026  -- Esta foto tirada com um celular mostra um incêndio causado por um ataque aéreo israelense em Beirute, no Líbano, em 8 de abril de 2026. Até o momento, o ataque israelense ocorrido na quarta-feira em todo o Líbano já causou
Europa Press/Contacto/Bilal Jawich

MADRID 8 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, declarou nesta quinta-feira, 9 de abril, dia de luto nacional em homenagem às vítimas da onda de ataques perpetrados pelo Exército israelense contra o país, que matou pelo menos 250 pessoas e feriu outras 1.100 em um único dia desde o início de sua ofensiva, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irã.

"Amanhã, quinta-feira, 9 de abril de 2026, será dia de luto nacional pelos mártires e feridos dos ataques israelenses que tiveram como alvo centenas de civis inocentes e indefesos”, anunciou o chefe do Executivo em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal NNA, no qual também decreta o fechamento das sedes de todas as instituições públicas e da administração, cujas bandeiras serão hasteadas a meio mastro.

Salam, que transmitiu suas “mais sinceras condolências” aos familiares dos falecidos e ao “povo libanês” como um todo, afirmou que continua mantendo contato com líderes de países árabes e da comunidade internacional para “mobilizar todos os recursos políticos e diplomáticos” e deter o que chamou de “maquinaria de morte israelense”.

A Defesa Civil libanesa confirmou que o número total de mortos chega a 254, enquanto outras 1.165 pessoas ficaram feridas por esses ataques. Por regiões, Beirute registra o maior número de mortes, um total de 92, e outros 742 feridos, enquanto nos subúrbios da capital foram registrados 61 mortos e 200 feridos.

O Exército de Israel intensificou seus ataques contra o país vizinho, coincidindo com o anúncio de uma trégua de doze dias entre os Estados Unidos e o Irã. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e a Casa Branca afirmam que o acordo não inclui o Líbano, contrariando o que foi declarado pelas autoridades do Paquistão, país que se ergiu como mediador e que sediará conversas entre Washington e Teerã neste fim de semana.

As autoridades libanesas elevaram, em seu último balanço, publicado na terça-feira, para mais de 1.500 o número de mortos e 4.600 de feridos pelos ataques de Israel, que deixaram ainda mais de um milhão de deslocados, enquanto pelo menos outras 200.000 pessoas cruzaram para a vizinha Síria desde 2 de março, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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