Publicado 13/05/2026 13:34

O Líbano apresenta uma queixa formal contra o Irã na ONU por "arrastar" o país para a guerra em curso

Archivo - Arquivo - 4 de julho de 2025, Beirute, Líbano: O presidente libanês, Joseph Aoun, se reúne com o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, em Beirute, Líbano, em 4 de julho de 2025
Europa Press/Contacto/Lebanese Presidency Office

Afirma que os diplomatas iranianos mortos num ataque de Israel contra Beirute em março eram, na verdade, membros da Guarda Revolucionária

MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -

O governo do Líbano apresentou uma queixa formal à ONU contra as autoridades iranianas, às quais acusa de interferir em seus assuntos internos e de “arrastar” o país para a guerra em curso na região, desencadeada após a ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro.

Em particular, a carta do embaixador libanês na ONU, Ahmad Arafa, aponta para a Guarda Revolucionária do Irã, a quem acusa de cometer “atos ilícitos que desafiam flagrantemente as decisões do governo libanês e de arrastar o Líbano para uma guerra devastadora”, em alusão ao conflito que se estendeu ao país desde o último dia 2 de março.

A missiva, enviada às Nações Unidas em 21 de abril e publicada no site, denuncia ainda “claras violações” da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas de 1961, que atribui à Embaixada do Irã em Beirute, após o assassinato de seis de seus diplomatas em um ataque de Israel contra o hotel Ramada na capital libanesa, ocorrido em 8 de março.

Nesse sentido, as autoridades libanesas negaram que a missão diplomática iraniana as tivesse informado sobre a transferência dos diplomatas para o referido hotel. O representante iraniano na ONU, Amir Saeed Iravani, afirmou dias após o bombardeio, em carta dirigida ao secretário-geral da ONU, António Guterres, que “a Embaixada do Irã notificou e coordenou devidamente essa transferência com o Ministério das Relações Exteriores libanês”.

Além disso, denunciaram que dois dos seis mortos nesse ataque não estavam registrados no país como diplomatas e afirmaram que todos eles “eram, na verdade, membros da Guarda Revolucionária Islâmica”. “Circularam imagens que os mostravam com uniforme militar”, apontaram.

“O Líbano considerou isso uma violação do artigo 41 da Convenção de Viena, que obriga os diplomatas a respeitar as leis do país anfitrião e a abster-se de interferir em seus assuntos internos, além de proibir o uso das instalações diplomáticas para fins incompatíveis com as funções diplomáticas”, acrescenta a nota de Beirute.

A isso se soma uma denúncia sobre uma operação conjunta da Guarda Revolucionária e do partido-milícia xiita Hezbollah, realizada em 11 de março, utilizando mísseis e drones contra Israel, algo que o governo libanês considerou “muito alarmante”.

As autoridades libanesas declararam, no último dia 24 de março, “persona non grata” o embaixador do Irã em Beirute, Mohamad Reza Sheibani, e ordenaram que ele deixasse o país antes de 29 de março, medida rejeitada por Teerã, que decidiu mantê-lo no cargo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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