Publicado 02/04/2026 08:57

O Líbano alerta para o "alcance" da ofensiva de Israel e denuncia uma tentativa de "expandir a ocupação"

Archivo - Arquivo - O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam.
FRANK VAN BEEK - Arquivo

MADRID 2 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, alertou nesta quinta-feira sobre o “alcance” da ofensiva de Israel contra o Líbano no contexto da guerra no Irã, após denunciar que os planos declarados por Tel Aviv de criar uma zona tampão no sul do Líbano aprofundam uma tentativa de “expandir a ocupação” do território libanês e agravam a “gravidade” da situação no país.

“Ficou claro que a agressão israelense contra o Líbano não se limitará à continuação das operações militares que temos visto nos últimos dezesseis meses. As declarações das autoridades israelenses e as ações de seu Exército revelam objetivos de maior alcance, que incluem uma ampla expansão na ocupação de territórios libaneses”, denunciou o líder em declarações após uma reunião de seu gabinete, divulgadas pela agência NNA.

Nesse sentido, ele classificou como “perigosas” as propostas sobre a criação de zonas tampão ou “cinturões de segurança” no sul do Líbano, alertando que isso provoca o deslocamento interno da população libanesa, que já ultrapassa um milhão de pessoas.

“O Líbano tornou-se vítima de uma guerra cujos resultados e desfecho ninguém pode prever”, lamentou, para ressaltar que redobrará os “esforços políticos e diplomáticos para pôr fim às contínuas violações da soberania e da integridade do território”, insistindo mais uma vez na condenação das “flagrantes infrações ao Direito Internacional e ao Direito Internacional Humanitário”.

Nesse ponto, Salam também criticou as ações do partido-milícia xiita Hezbollah, que lançou ataques contra Israel, os quais as autoridades israelenses alegam para relançar sua ofensiva contra o país vizinho.

“Nada consolida mais a ligação do conflito em nosso território com guerras alheias, nas quais não temos qualquer interesse nacional, do que o que é anunciado como operações militares conjuntas e simultâneas com a Guarda Revolucionária Iraniana”, indicou ele, referindo-se ao grupo miliciano.

ONDA DE DESLOCADOS E “GRAVIDADE” DA SITUAÇÃO

Em relação à onda de deslocados pelo conflito no sul do país, o líder libanês apelou à ajuda internacional para “fortalecer as capacidades” e “obter maior apoio para acolher os deslocados, responder às suas necessidades, garantir seu acolhimento adequado e até mesmo sua proteção, e zelar pela segurança deles e das comunidades que os recebem”.

Segundo Salam, os deslocados são “as primeiras e maiores vítimas de uma guerra na qual não tiveram voz nem poder de decisão”. “A gravidade da fase que o Líbano atravessa exige que elevemos o espírito de solidariedade nacional e de fraternidade humana acima de qualquer sentimento de cautela ou descontentamento”, afirmou em um apelo à unidade nacional.

Por isso, pediu que se “evitem os riscos de divisão interna, afastando-se da lógica das acusações, da vingança e dos discursos de intimidação e ódio”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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