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MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) - O chefe dos Serviços de Segurança do Estado da Letônia, Normunds Mezviets, acusou nesta segunda-feira as autoridades russas de “recrutar indivíduos” supostamente com antecedentes criminais para perpetrar “atos de sabotagem” no país, especialmente contra infraestruturas militares.
“No ano passado, ocorreram vários incidentes no território, os quais foram investigados e dos quais não se pode excluir uma conexão direta com determinadas diretrizes dadas pelos serviços especiais russos”, afirmou Mezviets em declarações recolhidas pelo portal de notícias Delfi.
Embora tenha descartado que os incidentes citados tenham causado “danos significativos” aos “interesses nacionais letões”, ele lembrou que foram registrados até mesmo ataques incendiários contra instalações de empresas relacionadas à indústria de defesa. Esses mesmos grupos teriam planejado queimar caminhões com placas ucranianas, conforme explicou.
Além disso, salientou que os serviços secretos russos têm “inúmeros contactos” e afirmou que, em grande medida, “recorrem a indivíduos ligados a meios criminosos”, como ex-presidiários ou “toxicodependentes”. “Recolhem informações e organizam estes atos de sabotagem em troca de dinheiro”, acrescentou.
Em outubro passado, quatro pessoas foram detidas por sua suposta implicação nesse tipo de ato, das quais três eram cidadãos letões. Todos eles foram acusados de espionagem e de terem coletado informações de inteligência de forma irregular, inclusive sobre pessoas e empresas que apoiam a Ucrânia em plena invasão russa.
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