MADRID 23 fev. (EUROPA PRESS) -
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, e seu homólogo brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, assinaram nesta segunda-feira uma parceria estratégica que eleva a cooperação entre os dois países em questões como economia, indústria de defesa e minerais críticos, em uma cúpula na qual eles destacaram que a paz na península coreana teria implicações globais.
Lee e Lula concordaram em reforçar os laços bilaterais, assinando uma parceria estratégica que se traduz em um plano de ação de quatro anos que servirá para impulsionar intercâmbios políticos, econômicos e de cooperação prática entre o Brasil e a Coreia do Sul. Para cumprir esses compromissos, as duas nações assinaram uma dezena de memorandos de entendimento em matéria de comércio, investimentos, ciência, agricultura, saúde, alimentação e segurança.
Segundo a agência sul-coreana Yonhap, o presidente do país asiático pediu a retomada das negociações iniciadas em 2018 para um acordo comercial de Seul com os países do Mercosul, algo que Lula considera igualmente necessário, após indicar que o pacto comercial com a Coreia do Sul é uma “tarefa urgente”.
“O presidente Lula e eu compartilhamos o consenso de que os dois países devem expandir a cooperação econômica mutuamente benéfica”, indicou Lee, que apontou o setor espacial e a indústria de defesa como áreas “promissoras” nas quais ambas as nações podem cooperar mais no futuro.
Em uma mensagem nas redes sociais, Lula proclamou “um novo ciclo de desenvolvimento e prosperidade compartilhada” entre a Coreia e o Brasil. “Temos muito trabalho pela frente”, indicou. O presidente brasileiro avaliou que, com a viagem a Seul nestes dias, conclui-se um “ciclo fundamental” em seu mandato. “Nos últimos três anos, fortalecemos os laços com a Ásia, centro dinâmico da economia mundial. Estive na China, Índia, Indonésia, Japão, Malásia e Vietnã. Em outubro passado, fui o primeiro presidente brasileiro a participar de uma Cúpula da ASEAN. Esta jornada não estaria completa sem a Coreia (do Sul), referência mundial em tecnologia, inovação e cultura”, afirmou.
Ao mesmo tempo, ele insistiu que o intervalo de 15 anos desde a última visita de um presidente brasileiro à Coreia do Sul — a última foi feita pelo próprio Lula em seu mandato anterior — “é incompatível” com os laços sociais e econômicos existentes entre o Brasil e a Coreia do Sul. IMPLICAÇÕES GLOBAIS DA PAZ NA COREIA
Em aspectos internacionais, os líderes sul-coreano e brasileiro concordaram em apontar as implicações que a paz na península da Coreia teria. “Compartilhamos a visão de que a paz na península da Coreia tem implicações de longo alcance para a paz global, além da região do nordeste da Ásia”, indicou o líder do país asiático.
Ambos mostraram sintonia em questões como o crescimento inclusivo, o uso da Inteligência Artificial e a política de pesquisa e tecnologia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático