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MADRID 11 set. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro da França, Sébastian Lecornu, continua sem dar sinais de conseguir novos apoios para garantir a estabilidade de seu governo, apesar dos contatos que fez com diferentes atores políticos nos últimos dias para tentar acelerar a substituição do gabinete fracassado de François Bayrou.
A rodada de contatos de Lecornu inclui membros de partidos políticos e também funcionários institucionais, como o presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet, que, ao final de uma reunião na quinta-feira, pediu a Lecornu que "criasse uma dinâmica" que permitisse a construção de pontes em um contexto de "imensos" desafios.
Lecornu também se reuniu com o ex-presidente Nicolas Sarkozy no escritório deste último, de acordo com fontes citadas por vários meios de comunicação, incluindo Franceinfo e BFM TV. Sarkozy não é uma figura particularmente popular na França, na esteira dos processos de corrupção que lhe custaram até mesmo a Legião de Honra.
O primeiro-ministro, ex-chefe da Defesa, também está no vermelho em termos de popularidade, já que, de acordo com uma pesquisa publicada pelo "Le Figaro", quase sete em cada dez franceses não concordam que o presidente, Emmanuel Macron, o tenha escolhido como sucessor de Bayrou.
Cinquenta e seis por cento dos entrevistados diretamente têm uma opinião ruim sobre Lecornu.
MOÇÃO DE IMPEACHMENT
Os principais blocos de oposição, liderados pelo Rally Nacional, de extrema direita, e pelos partidos de esquerda, já expressaram seu descontentamento com o fato de Macron ter nomeado um novo primeiro-ministro em vez de dissolver o parlamento e convocar eleições.
A esquerda está promovendo uma moção de impeachment contra o próprio Macron, que já teria o apoio de 104 parlamentares, de acordo com a chefe das fileiras do La France Insoumise (LFI), Mathilde Panot, que descreveu esse nível de apoio como "histórico" um dia após um dia de bloqueios que ela também considera um "sucesso".
"Macron deve sair", exigiu Panot, apesar do fato de que essa iniciativa parlamentar não tem 'a priori' nenhuma perspectiva de ir adiante.
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