Europa Press/Contacto/Alexis Sciard
MADRID 6 abr. (EUROPA PRESS) -
A líder desqualificada do partido de extrema-direita francês Agrupamento Nacional, Marine Le Pen, pediu aos participantes do comício em seu apoio que começará esta tarde em Paris que sigam "o exemplo" do ativista americano de direitos civis Martin Luther King para garantir a paz do encontro.
"Nossa luta será pacífica, democrática. Tomaremos como exemplo Martin Luther King, que defendeu os direitos civis", disse Le Pen durante uma participação por videoconferência em uma reunião do partido italiano de extrema direita de Matteo Salvini, a Liga.
"Usaremos todos os meios legais possíveis para competir nessas eleições presidenciais e derrotar essa tentativa de acabar com o funcionamento democrático da França", acrescentou ela, em declarações relatadas pela BFMTV.
De acordo com fontes policiais, cerca de 8.000 pessoas são esperadas no comício desta tarde na Place Vauban, perto de Les Invalides, sem contar a manifestação paralela organizada pela esquerda na Place de la République.
O National Rally, vale lembrar, seria o partido com mais votos se as eleições presidenciais francesas fossem realizadas agora, de acordo com uma pesquisa da Elabe publicada para a BFMTV-"La Tribune Dimanche", que coloca um possível candidato apoiado pelo presidente Emmanuel Macron em segundo lugar.
Especificamente, a líder da extrema direita obteria entre 32% e 36% dos votos, enquanto o presidente de seu partido, Jordan Bardella, ficaria com 31% a 35,5%.
Le Pen foi condenada por um tribunal criminal de Paris por desviar fundos destinados a pagar seus assistentes quando ela era membro do Parlamento Europeu. O painel de juízes concluiu que os assistentes estavam liderando a agenda nacional do Rally Nacional, em vez de trabalharem em assuntos da UE.
Le Pen também foi considerada culpada de incitar outros a fazer o mesmo com sua própria mesada, elevando o total de fundos desviados para aproximadamente 4,4 milhões de euros. Os juízes de Paris citaram o risco de reincidência para justificar a proibição imediata de Le Pen. Tanto ela quanto o partido negaram as alegações.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático