Publicado 20/01/2026 11:48

Le Pen é absolvido em caso de difamação por associar uma mulher com véu ao “islã radical”

Archivo - Arquivo - A líder da Agrupamento Nacional, Marine Le Pen.
Ricardo Rubio - Europa Press - Arquivo

MADRID 20 jan. (EUROPA PRESS) - A Justiça francesa absolveu nesta terça-feira a líder de extrema direita Marine Le Pen em um processo por difamação movido contra ela por ter associado uma mulher que usava o véu islâmico ao “islã radical”.

Um tribunal de Paris, capital francesa, indicou que não há indícios suficientes para sustentar a ação, uma vez que “embora este assunto faça parte de um debate público na sociedade francesa, associar uma pessoa à prática estrita de uma religião (...) não constitui um insulto”.

Assim, o tribunal apresentou sua deliberação na presença da demandante, Yasmine Ouirhane, que agora tem 30 anos e compareceu ao tribunal sem véu, embora Le Pen não tenha comparecido ao tribunal.

O caso remonta a 2019, antes das eleições para o Parlamento Europeu, quando Le Pen comentou uma fotografia em que aparecia Ouirhane, então estudante do Instituto de Estudos Políticos de Bordéus. A estudante havia sido nomeada “jovem europeia do ano” por uma fundação alemã, que comemorou com uma imagem em que ela aparecia com o véu amarelo agitando uma bandeira da União Europeia. Na época, Le Pen indicou nas redes sociais que, para ela e seu partido, a Agrupamento Nacional, “o apoio ao islamismo radical é um ‘não’”.

A audiência judicial desta terça-feira coincidiu com a audiência prevista no Tribunal de Apelações, também localizado em Paris, onde Le Pen terá que depor no âmbito do processo aberto por suposto desvio de fundos do Parlamento Europeu, que também envolve outros onze acusados. O resultado deste julgamento pode ter efeitos decisivos para sua candidatura à presidência em 2027.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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