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MADRID 11 mar. (EUROPA PRESS) -
O comissário geral da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina no Oriente Próximo (UNRWA), Philippe Lazzarini, disse na segunda-feira em Genebra que a eventual desintegração de seu escritório "criaria um vácuo perigoso" nos territórios palestinos ocupados, o que também "enviaria ondas de choque" para a Jordânia, o Líbano e a Síria, onde vivem milhares de refugiados palestinos.
"Podemos permitir que a agência se desintegre por causa da feroz campanha de desinformação, da legislação do Knesset - o parlamento israelense - e da suspensão do financiamento por parte dos principais doadores", disse ele, observando que "isso é uma ameaça à paz e à estabilidade na região e fora dela".
É um "terreno fértil para a exploração e o extremismo", disse ele, pois é um ambiente em que as crianças são privadas de educação e a população não tem acesso a serviços básicos.
"Como alternativa, a UNRWA pode ser apoiada para concluir progressivamente seu mandato no âmbito de um processo político, conforme defendido pela Arábia Saudita, pela União Europeia e pela Liga Árabe", disse ele, referindo-se à implementação da solução de dois Estados.
Nesse caso, a agência "transferiria gradualmente seus serviços públicos para instituições palestinas treinadas e preparadas", o que preservaria os direitos dos refugiados palestinos e seu acesso a serviços básicos.
"Também enfatizei várias vezes que o desmantelamento abrupto da agência só agravará o sofrimento dos refugiados palestinos, mas não anulará seu status de refugiado. Os direitos dos refugiados palestinos existem independentemente da agência", disse ele.
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