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MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta quinta-feira que o Kremlin está "pronto para chegar a um acordo" com as autoridades norte-americanas sobre a Ucrânia, embora tenha ressaltado que ainda há elementos a serem ajustados.
"A declaração do presidente (Donald Trump) menciona um acordo e estamos prontos para chegar a um acordo, mas ainda há alguns pontos específicos, elementos desse acordo que precisam ser ajustados, e estamos ocupados exatamente com esse processo", disse ele durante uma entrevista à rede de televisão norte-americana CBS News, na qual não deu mais detalhes, alegando que o chefe da Casa Branca não o fez, "portanto não é apropriado que (ele) o faça".
O chefe da diplomacia russa ressaltou que "o presidente dos Estados Unidos acredita, e acho que com razão, que estamos caminhando na direção certa" nas conversações para pôr fim ao conflito na Ucrânia.
Questionado sobre a reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, marcada para o final desta semana, o diplomata reiterou que "há vários indícios de que estamos caminhando na direção certa".
"Em primeiro lugar, porque o presidente Trump é provavelmente o único líder no mundo que reconheceu a necessidade de abordar as causas fundamentais dessa situação. Quando ele disse que foi um grande erro trazer a Ucrânia para a OTAN, e que esse foi um erro da administração Biden, e ele quer corrigir isso", explicou.
As palavras de Lavrov foram proferidas depois que o exército russo bombardeou a capital ucraniana, Kiev, deixando uma dúzia de mortos e quase uma centena de feridos, ao que Trump respondeu ressaltando que "não era necessário" e que veio "em um momento muito ruim", em uma aparente alusão às negociações para um cessar-fogo.
Nesse sentido, o representante russo garantiu que "só atacamos objetivos militares ou locais civis usados pelos militares", acrescentando que "o presidente Putin já expressou isso muitas vezes, e desta vez não é diferente".
Apesar disso, ele defendeu que "se for um alvo usado pelos militares ucranianos", então as tropas russas "têm o direito de atacá-los".
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