Publicado 25/04/2025 00:47

Lavrov diz que o Kremlin está "pronto para um acordo" com os EUA sobre a Ucrânia, mas ainda há pontos a serem "resolvidos"

Archivo - MOSCOU, 28 de novembro de 2023 -- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, discursa no Fórum Internacional Primakov Readings em Moscou, Rússia, em 27 de novembro de 2023. Todos os novos membros do Conselho de Segurança das Na
Europa Press/Contacto/Alexander Zemlianichenko Jr

MADRID 25 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, disse nesta quinta-feira que o Kremlin está "pronto para chegar a um acordo" com as autoridades norte-americanas sobre a Ucrânia, embora tenha ressaltado que ainda há elementos a serem ajustados.

"A declaração do presidente (Donald Trump) menciona um acordo e estamos prontos para chegar a um acordo, mas ainda há alguns pontos específicos, elementos desse acordo que precisam ser ajustados, e estamos ocupados exatamente com esse processo", disse ele durante uma entrevista à rede de televisão norte-americana CBS News, na qual não deu mais detalhes, alegando que o chefe da Casa Branca não o fez, "portanto não é apropriado que (ele) o faça".

O chefe da diplomacia russa ressaltou que "o presidente dos Estados Unidos acredita, e acho que com razão, que estamos caminhando na direção certa" nas conversações para pôr fim ao conflito na Ucrânia.

Questionado sobre a reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, marcada para o final desta semana, o diplomata reiterou que "há vários indícios de que estamos caminhando na direção certa".

"Em primeiro lugar, porque o presidente Trump é provavelmente o único líder no mundo que reconheceu a necessidade de abordar as causas fundamentais dessa situação. Quando ele disse que foi um grande erro trazer a Ucrânia para a OTAN, e que esse foi um erro da administração Biden, e ele quer corrigir isso", explicou.

As palavras de Lavrov foram proferidas depois que o exército russo bombardeou a capital ucraniana, Kiev, deixando uma dúzia de mortos e quase uma centena de feridos, ao que Trump respondeu ressaltando que "não era necessário" e que veio "em um momento muito ruim", em uma aparente alusão às negociações para um cessar-fogo.

Nesse sentido, o representante russo garantiu que "só atacamos objetivos militares ou locais civis usados pelos militares", acrescentando que "o presidente Putin já expressou isso muitas vezes, e desta vez não é diferente".

Apesar disso, ele defendeu que "se for um alvo usado pelos militares ucranianos", então as tropas russas "têm o direito de atacá-los".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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