Europa Press/Contacto/Sergei Fadeichev
MADRID 21 mar. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou a “humilhação” imposta pelos Estados Unidos à Alemanha por terem exigido que o país não comprasse petróleo russo através do gasoduto Nord Stream, bem como as retaliações impostas a países como a Hungria ou a Eslováquia por se recusarem a comprar petróleo pelo dobro do preço oferecido por Moscou.
“Eles separaram a Europa literalmente. Há muito tempo, quando o Nord Stream estava sendo construído, os americanos instaram os europeus a desistir dele. Agora, verifica-se que negaram o Nord Stream à Europa. A Alemanha foi humilhada. Todos entendem isso dessa forma”, afirmou Lavrov em uma entrevista divulgada em um comunicado pelo próprio Ministério das Relações Exteriores da Rússia.
Lavrov também se referiu à Hungria e à Eslováquia, que “estão lutando com unhas e dentes” para defender seus interesses e manter seu acesso a “energia barata e acessível”. “Disseram a elas: ‘Não. Comprem pelo dobro do preço porque é preciso punir a Rússia’. É uma tentativa de voltar à época colonial”, repreendeu.
O ministro também criticou a ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. “As consequências do que estão fazendo são extremamente graves. Elas os perseguirão por muito tempo”, advertiu.
“Estão nos levando de volta a um mundo em que não há regras. Não há leis internacionais, não há sistema de Versalhes, não há sistema de Yalta. A força é o que prevalece. A força é a verdade”, argumentou Lavrov, que defende que “os únicos aliados da Rússia são o Exército e a Marinha”. “Agora temos também as Forças Aeroespaciais e uma nova força de drones. Portanto, temos mais aliados”, reforçou.
Lavrov citou o presidente russo, Vladimir Putin: “os fracos são golpeados”. “É assim. Temos que ser fortes. A Rússia é um país muito forte, o mais forte em recursos naturais e potencial científico”, destacou.
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