Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, descartou nesta quarta-feira que o Conselho de Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa substituir as Nações Unidas no futuro.
“Isso é uma questão completamente diferente”, respondeu o ministro russo das Relações Exteriores em declarações à agência TASS. A Rússia não participa, por enquanto, do Conselho, que conta com 27 membros, dos quais apenas os Estados Unidos fazem parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Nesse sentido, Lavrov fez referência à implantação da ONU, que conta com contratos permanentes. “Anteriormente, era necessário ser renovado no cargo a cada cinco anos. Agora, as nomeações são permanentes. Uma vez que você obtém um contrato permanente, você se estabelece em Nova York, seus filhos frequentam a escola lá: você cria raízes firmes”, indicou.
De todo modo, ele lamentou que isso faça com que a ONU e seu Secretário-Geral se tornem “um instrumento altamente politizado”. O governo americano afirmou que a instituição criada por Trump, inicialmente para revisar a situação de segurança e implementar o acordo de paz em Gaza, tem potencial para “se tornar um novo arquétipo de como criar e manter a paz no século XXI”.
As Nações Unidas “não corresponderam às expectativas” para mediar conflitos internacionais, insistiu recentemente o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que defendeu que o organismo poderá gerar “o tipo de infraestrutura que poderá dar origem a muitos acordos de paz duradouros nos próximos anos”.
A instituição criada por Washington é composta por 27 membros fundadores, sem membros permanentes do Conselho de Segurança, exceto os Estados Unidos, e com apenas dois Estados-membros da União Europeia, Hungria e Bulgária.
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