Europa Press/Contacto/Sofya Sandurskaya
MADRID 9 fev. (EUROPA PRESS) - O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou nesta segunda-feira que os Estados Unidos não estão seguindo o entendimento mútuo alcançado na cúpula no Alasca para aumentar a cooperação russo-americana, denunciando que, sob a presidência de Donald Trump, mantém-se “na prática” a mesma abordagem de sanções e punições à Rússia.
“Dizem-nos que o problema ucraniano deve ser resolvido. Em Anchorage, aceitamos a proposta dos Estados Unidos. Para ser honesto, eles fizeram a proposta e nós a aceitamos, o que significa que o problema deve ser resolvido”, afirmou o ministro russo das Relações Exteriores em entrevista à BRICS TV, divulgada pela agência russa Interfax.
De todo modo, Lavrov lamentou que, ao aceitar a proposta americana, esperava-se “avançar para uma cooperação plena, ampla e mutuamente benéfica”, apontando que o governo Trump não mudou o curso em relação à abordagem de seu antecessor, Joe Biden.
“Na prática, tudo parece o contrário: novas sanções são impostas e uma ‘guerra’ contra os petroleiros em alto mar é organizada, em violação à Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Isso desafia todas as leis que Biden aprovou para ‘punir’ a Rússia após o início da operação militar especial”, afirmou o ministro russo.
Desta forma, criticou os “obstáculos artificiais” que, em sua opinião, Washington está criando com novas restrições a Moscou, como “o congelamento de reservas de ouro e moedas estrangeiras”, além de medidas contra o petróleo russo ou sanções a terceiros que adquiram esses produtos petrolíferos. ARQUITETURA DE SEGURANÇA EURASIÁTICA
Lavrov destacou nesta entrevista que a Rússia está promovendo uma arquitetura de segurança para “fortalecer” o continente euro-asiático, que “está ganhando impulso” com o crescente interesse de outros países, que ele não mencionou.
Tudo isso em um momento em que, segundo o ministro das Relações Exteriores russo, os Estados Unidos estão “objetivamente perdendo influência econômica na economia global”, apontando para o auge dos países do hemisfério sul no cenário internacional.
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