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MADRID 18 maio (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta segunda-feira que Moscou não cumprirá os critérios de participação no Festival da Eurovisão, classificando-os como “puro e simples satanismo”, após as recentes especulações sobre o possível retorno do país à competição.
“Quero deixar claro desde o início que não cumpriremos os critérios atualmente utilizados para selecionar os participantes do Eurovision, que são critérios próprios do satanismo puro e duro. Não o faremos”, indicou ele em uma coletiva de imprensa após uma reunião com o ministro das Relações Exteriores da Guiné Equatorial, Simeon Oyono Esono Angue.
Lavrov expressou sua preferência por outras estruturas, como o BRICS ou a Organização de Cooperação de Xangai (OCS), que, além de questões políticas, de segurança, comerciais e econômicas, também se dedicam a ampliar os laços culturais, humanitários e educacionais de seus países membros.
“Isso inclui eventos musicais e esportivos. Há cada vez mais iniciativas, inclusive dentro do BRICS, que buscam organizar eventos relevantes que respeitem os valores tradicionais e as tradições culturais, musicais e de outro tipo dos povos, preservando e promovendo as artes que se desenvolveram ao longo de séculos em seus respectivos territórios”, explicou.
Nesse sentido, ele fez referência ao Festival da Canção da Intervisão, um evento musical promovido pela Rússia como alternativa ao Eurovisão para reunir países ideologicamente afins e se distanciar do que o governo classifica como “perversões”, em alusão a qualquer conteúdo potencialmente LGTBI.
“Após o primeiro Intervisão realizado em Moscou em setembro de 2025, nossos colegas sauditas anunciaram que sediarão a próxima competição em 2026. As datas ainda não foram definidas. Espero que as consequências da agressão dos Estados Unidos e de Israel no Golfo Pérsico não afetem os planos para realizar uma segunda edição deste concurso este ano”, observou.
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