Publicado 25/04/2026 21:50

Lavrov afirma que a Rússia já não precisa estabelecer “linhas vermelhas” nem dar explicações à União Europeia

RÚSSIA, MOSCOU - 22 DE ABRIL DE 2026: O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, participa de uma reunião entre o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o presidente da República das Seychelles, Patrick Herminie, no Kremlin de Moscou
Europa Press/Contacto/Vladimir Gerdo

MADRID 26 abr. (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Federação Russa, Sergei Lavrov, afirmou neste domingo que a Rússia não precisa estabelecer “linhas vermelhas” em sua política externa nem dar explicações, como havia solicitado a União Europeia, garantindo que as tentativas anteriores de diálogo foram ignoradas ou utilizadas para “ganhar tempo” e armar a Ucrânia.

"A diplomacia deve permanecer fiel aos seus princípios e ter objetivos claros. Alguns funcionários da União Europeia afirmaram que, em algum momento — não agora, mas mais adiante —, será necessário um diálogo com a Rússia para esclarecer as 'linhas vermelhas' e nos mostrar as deles. Isso é totalmente irresponsável. A pretensão deles de esclarecer nossas ‘linhas vermelhas’ é simplesmente ridícula, já que estas foram definidas há muito tempo”, afirmou o presidente russo durante uma entrevista à televisão pública do país, divulgada pelo site oficial do Ministério.

A Rússia evidenciou as tensões diplomáticas com a União Europeia, classificando de “irresponsável” a postura desta e sugerindo que Moscou já não busca o entendimento com Bruxelas como um ator independente, em relação à guerra na Ucrânia, pela qual acusou a UE de “ganhar tempo e fornecer armas a Kiev” após a aplicação fracassada dos acordos de Minsk de 2015.

“Portanto, a União Europeia não precisa de linhas vermelhas nem de explicações da nossa parte. Qualquer um que estivesse disposto a ouvir já deveria ter entendido isso há muito tempo. Se certos membros da elite perseguem objetivos puramente egoístas, irrealistas e ilusórios, prestarão contas no momento oportuno. A história, em última instância, os responsabilizará”, esclareceu.

Essas declarações surgem após o encontro na última quinta-feira entre os principais líderes da União Europeia e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, no qual comemoraram a aprovação definitiva do empréstimo de 90 bilhões de euros à Ucrânia e do vigésimo pacote de sanções contra a Rússia, com mensagens de satisfação que coincidiram em destacar a unidade do bloco comunitário diante da agressão de Moscou.

Por outro lado, o vice-presidente do Conselho de Segurança e ex-presidente russo, Dimitri Medvedev, afirmou na mesma quinta-feira que a Ucrânia não pagará o empréstimo de 90 bilhões de euros ao qual a União Europeia deu luz verde.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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