Publicado 15/05/2026 06:40

Lavrov afirma que a Rússia está disposta a dialogar com a Europa, mas questiona sua capacidade de negociação

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 8 DE ABRIL DE 2026: O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, participa da 46ª Reunião do Conselho dos Chefes das Entidades Constituintes da Rússia do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, na
Sergei Bulkin / Zuma Press / ContactoPhoto

"Os europeus têm um histórico insatisfatório no que diz respeito à sua capacidade de chegar a acordos", afirma

MADRID, 15 maio (EUROPA PRESS) -

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou nesta sexta-feira que Moscou está disposta a dialogar com a Europa, embora tenha deixado a bola no campo dos países europeus e questionado sua capacidade de negociação.

"Não pedimos que a Europa participe do processo de negociação", declarou durante uma coletiva de imprensa na capital indiana, Nova Délhi, após uma reunião ministerial do BRICS, o bloco de países emergentes que engloba Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros membros mais recentes.

Lavrov explicou que Moscou manifestou “vontade” de dialogar com a Europa, embora “nunca” vá implorar nem pressionar ninguém para que o faça. “Os europeus têm um histórico deficiente no que diz respeito à sua capacidade de chegar a acordos”, argumentou, acrescentando que a Europa “já teve a oportunidade” de contribuir para a resolução do conflito na Ucrânia, sem sucesso.

Nesse sentido, ele lembrou que a parte europeia atuou como mediadora para conter a violência após a derrubada do presidente ucraniano Viktor Yanukovych em fevereiro de 2014 — episódio que precedeu a posterior anexação da Crimeia pela Rússia e o início do conflito armado na região do Donbass — e na assinatura dos acordos de Minsk para tentar pôr fim às hostilidades.

“Em ambas as ocasiões, supunha-se que os europeus deveriam atuar como garantes, mas não cumpriram seu papel de garantes nem de mediadores imparciais”, indicou o chefe da Diplomacia russa, segundo informou a agência de notícias TASS.

Suas palavras foram proferidas depois que o presidente do Conselho Europeu, António Costa, deu espaço à iniciativa liderada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para levar a paz à Ucrânia, em detrimento de qualquer “roteiro” que pudesse ser proposto pelos países europeus.

No entanto, Costa reiterou que a UE terá que sentar-se para “dialogar” com a Rússia “no momento oportuno” para abordar as questões europeias em matéria de segurança, uma vez alcançada a paz na Ucrânia. Em seguida, o presidente russo, Vladimir Putin, mostrou-se favorável a que esse processo pudesse ser liderado pelo ex-chanceler alemão Gerhard Schroder, próximo ao mandatário.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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