Europa Press/Contacto/Russian Foreign Ministry Pre
MADRID, 11 jul. (EUROPA PRESS) -
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, criticou na sexta-feira os principais líderes europeus por terem esquecido as "lições da história" e mais uma vez tentarem incitar o resto do continente a uma guerra total contra a Rússia. "É uma pena que a Europa esteja novamente caminhando nessa direção", disse ele.
Para Lavrov, "as últimas declarações e ações" da França, do Reino Unido e da Alemanha "indicam que a classe política que chegou ao poder nesses e em outros países esqueceu as lições da história".
"Ela esqueceu as conclusões que toda a humanidade tirou delas e está tentando incitar a Europa a entrar em guerra contra a Rússia", disse ele em uma coletiva de imprensa em Kuala Lumpur, capital da Malásia, por ocasião de sua participação na cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean).
Lavrov mirou diretamente no chanceler alemão Friedrich Merz, a quem reprovou por sua retórica militarista em relação à Rússia e ironizou suas afirmações de tornar a Alemanha "mais uma vez" a principal potência militar da Europa.
"Mais uma vez ele disse algumas coisas muito engraçadas (...) Ele nem mesmo engasgou com a palavra 'novamente'", ironizou em uma clara referência à Alemanha nazista.
REUNIÃO COM RUBIO
Por outro lado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia se absteve de avaliar a reunião que teve no dia anterior na capital da Malásia com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que assegurou à mídia que havia saído desse encontro com uma "abordagem nova e diferente" da Rússia sobre a Ucrânia.
"Há coisas que não foram discutidas", disse Lavrov, que não mencionou outras questões relacionadas aos Estados Unidos e à Ucrânia. "Confirmamos a posição expressa pelo presidente Putin na conversa telefônica com o presidente Trump", disse ele, de acordo com a TASS.
Com relação às supostas declarações de Trump publicadas pela emissora americana CNN, nas quais ele teria falado sobre a possibilidade de bombardear Moscou e Pequim, Lavrov disse: "Estamos falando de coisas sérias".
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