Europa Press/Contacto/Bahrain's Interior Ministry
MADRID, 9 jul. (EUROPA PRESS) -
As autoridades do Kuwait afirmaram, na madrugada desta quinta-feira, estar enfrentando ataques com mísseis e drones contra seu território, assim como as do Bahrein informaram a ativação das sirenes de alarme, apenas algumas horas depois de os Estados Unidos terem lançado uma nova onda de ataques contra o território iraniano, no que é o segundo dia consecutivo de agressões contra a República Islâmica.
“As defesas aéreas do Kuwait estão respondendo neste momento a ameaças hostis de mísseis e drones”, anunciou o Exército do Kuwait em uma mensagem nas redes sociais, na qual ressaltou que “as explosões que possam ser ouvidas são resultado da interceptação de alvos hostis pelos sistemas de defesa aérea”.
Além disso, após exortar a população a respeitar as instruções de segurança emitidas pelas autoridades competentes, o Exército do Kuwait pediu aos cidadãos e residentes que “não se aproximem dos locais onde caíram fragmentos resultantes das operações de interceptação”.
Nessa mesma linha, a autoridade militar do Kuwait pediu à população que “se abstenha” de “fotografar, publicar ou divulgar” qualquer imagem ou vídeo relacionado ao assunto “nas diversas redes sociais, a fim de preservar a segurança e a proteção públicas”.
Por sua vez, o Ministério do Interior do Bahrein informou em várias ocasiões ao longo da noite desta quarta-feira para quinta-feira sobre a ativação das sirenes de alerta, pedindo aos cidadãos e residentes que “mantenham a calma, dirijam-se ao local seguro mais próximo e acompanhem as notícias pelos canais oficiais”.
Essa situação ocorreu horas depois de o Exército dos Estados Unidos ter voltado, nesta mesma quarta-feira, a atacar o Irã pelo segundo dia consecutivo, em meio ao recrudescimento das tensões no estratégico Estreito de Ormuz, apenas algumas horas depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado com novas ações durante a cúpula da OTAN, realizada na Turquia.
Após os ataques perpetrados pelo Exército dos Estados Unidos contra diversos pontos do território iraniano, alegando buscar “continuar reduzindo a capacidade” de Teerã de “ameaçar a liberdade de navegação no estreito de Ormuz”, o presidente do Parlamento do Irã e chefe da delegação iraniana nas negociações com Washington para o fim das hostilidades, Mohamad Baqer Qalibaf, criticou a atitude das tropas americanas.
Defendendo, assim, que a intimidação e a força “não ficam mais impunes” e que “se você atacar (o Irã), receberá o troco”, Qalibaf advertiu que “o Estreito de Ormuz só será aberto por meio de ‘acordos iranianos’ e não com ameaças americanas”.
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