Publicado 17/08/2026 17:31

Kushner prevê “avanços” no desarmamento das milícias palestinas dentro de um mês

Promete a Netanyahu que os EUA não vão “restringir o direito de Israel de se defender” enquanto Gaza for desmilitarizada

No centro da imagem, Jared Kushner e Isaac Herzog
ISAAC HERZOG EN X

MADRID, 17 ago. (EUROPA PRESS) -

O enviado especial dos Estados Unidos, Jared Kushner, previu nesta segunda-feira “avanços” na desmilitarização da Faixa de Gaza no prazo de 30 dias, após uma reunião realizada hoje com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se opôs a esse “roteiro” do Conselho de Paz, e a quem Kushner prometeu que não se procederá à reconstrução do enclave até que o desarmamento das milícias palestinas seja concluído.

“Poderíamos ver avanços em apenas 30 dias, e esperamos começar a recuperar parte do controle de alguns túneis nos próximos 60 a 90 dias. Portanto, o progresso pode ocorrer muito em breve, mas precisamos da cooperação de ambas as partes (...) Avançamos muito para chegar até aqui”, afirmou ele em entrevista concedida à emissora de televisão norte-americana Fox News.

Nessa linha, o genro do presidente Donald Trump defendeu que, com o “roteiro” proposto pelo Conselho de Paz, “todos saem ganhando” em Israel. “Se o Hamas realmente entregar as armas e os túneis de forma voluntária nos próximos 60 a 90 dias, isso significaria, obviamente, a eliminação de uma enorme ameaça à segurança de Israel, uma conquista quase impensável. E se agora eles não cumprirem seu compromisso, todos verão que não estão fazendo isso”, afirmou.

Questionado sobre a rejeição de Netanyahu ao plano, Kushner admitiu que o líder israelense tinha “preocupações válidas” e que conseguiram esclarecer “alguns mal-entendidos e desinformação” durante a reunião que ambos mantiveram nesta segunda-feira em Jerusalém, qual ele considerou “muito produtiva”.

O enviado especial defendeu que, embora o governo Trump esteja “muito comprometido” com a reconstrução da Faixa de Gaza, ela não ocorrerá até que seja concluído o desarmamento do Movimento de Resistência Islâmica, conforme exigia Netanyahu.

“Não permitiremos sua reconstrução até que a desmilitarização seja concluída. Ninguém quer investir mais dinheiro em um lugar que está em conflito há tanto tempo, se depois ele for tomado por terroristas ou destruído. Também não vamos restringir o direito de Israel de se defender diante de ameaças iminentes”, declarou.

Netanyahu também recebeu nesta segunda-feira o diretor do Conselho de Paz, o diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, com quem acordou a criação de dois grupos de trabalho, um deles com o objetivo de acelerar a “desmilitarização” da Faixa de Gaza.

O Hamas, por sua vez, ratificou seu compromisso com o plano norte-americano, que prevê o desarmamento das milícias palestinas, a retirada israelense do enclave e a transferência de poderes para uma nova administração palestina, a fim de dar início à reconstrução do território de Gaza.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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