Sergey Bobylev/Kremlin/dpa - Arquivo
MADRID 19 jan. (EUROPA PRESS) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estendeu um convite oficial ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, para fazer parte do Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, conforme confirmado nesta segunda-feira pelo Kremlin, que se recusou, por enquanto, a confirmar se o presidente aceitará a proposta e passará a fazer parte do órgão.
“Putin também recebeu um convite por meio de canais diplomáticos para se juntar a este Conselho de Paz”, disse o porta-voz da Presidência russa, Dimitri Peskov, que garantiu que Moscou “está estudando todos os detalhes da proposta”.
Assim, afirmou que as autoridades russas esperam manter “contatos” com os Estados Unidos para “esclarecer todos os detalhes” sobre o convite e o papel que Putin desempenharia neste organismo, criado na sequência da proposta de Trump para o futuro de Gaza, segundo informou a agência de notícias russa TASS.
O convite foi apresentado apesar de a Rússia estar sob sanções ocidentais pela invasão da Ucrânia e em meio ao processo de negociações para impulsionar um acordo que ponha fim a esse conflito, diálogo no qual Washington exerce um papel de mediador.
A aplicação da primeira fase da proposta dos Estados Unidos começou em outubro, após um acordo entre Israel e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), e trouxe consigo um cessar-fogo, enquanto o próprio Trump anunciou na semana passada o início da segunda etapa, sem mais detalhes por enquanto.
O presidente americano anunciou na sexta-feira os primeiros nomes do conselho, do qual farão parte o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado especial de Trump, Steve Witkoff, Jared Kushner, genro do presidente, e Robert Gabriel, assessor adjunto de Segurança Nacional. Também participarão o bilionário americano Marc Rowan, CEO da Apollo Global Management, e o empresário indiano-americano Ajay Banga. Posteriormente, ele convidou seus homólogos turco, egípcio e argentino, Recep Tayyip Erdogan, Abdelfatá al Sisi e Javier Milei, respectivamente, bem como o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, e o presidente do Paraguai, Santiago Peña. No domingo, também receberam convites o rei Abdullah II da Jordânia, o presidente da Hungria, Viktor Orbán, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, entre outros. O Conselho de Paz, que atuará como órgão de supervisão e será liderado por Trump, será composto por chefes de Estado de todo o mundo. Assim, o objetivo é abordar o conflito em Gaza — palco de uma sangrenta ofensiva israelense após os ataques de 7 de outubro de 2023 — e, posteriormente, expandir-se para tratar de outros conflitos em nível mundial.
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