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MADRID 19 fev. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin disse na quarta-feira que nenhuma reação pode ser descartada pela Ucrânia para impedir que os Estados Unidos e a Rússia tentem normalizar as relações, em um momento em que o apoio de Washington a Kiev está sendo questionado pela primeira vez após três anos de guerra.
"Podemos esperar qualquer coisa desse regime. É óbvio que haverá pessoas no mundo que não gostarão da normalização do diálogo entre a Rússia e os Estados Unidos", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.
"É óbvio que algumas delas farão algo para prejudicar esse diálogo. Nesse sentido, é claro, todos nós devemos estar atentos", advertiu Peskov, de acordo com um trecho de uma entrevista à televisão estatal russa.
O porta-voz do Kremlin está se referindo aos recentes relatórios da inteligência estrangeira russa, que alertam sobre a "extrema preocupação" de algumas capitais europeias em relação ao que consideram ser a "relutância" da Ucrânia em chegar a um acordo, caso este envolva grandes concessões territoriais.
Eles também levantaram a possibilidade de os serviços secretos ucranianos organizarem ataques a escritórios diplomáticos russos em alguns países europeus a fim de obscurecer a aproximação entre Washington e Moscou.
Peskov novamente saudou o fato de que, pela primeira vez em três anos de conflito, a reunião desta semana entre Washington e Moscou em Riad, capital da Arábia Saudita, demonstrará a "vontade política" que existe em ambos os países para aproximá-los e organizar uma reunião entre os presidentes Vladimir Putin e Donald Trump.
Os governos da Rússia e dos Estados Unidos concordaram na terça-feira, na Arábia Saudita, em nomear equipes para relançar o diálogo e acabar com a guerra na Ucrânia, embora Kiev tenha dito que não aceitará as conclusões enquanto permanecer ausente da mesa de negociações.
Na esfera estritamente bilateral, a cúpula em Riad foi concluída com um compromisso mútuo de estabelecer um mecanismo de consulta com o qual Moscou e Washington possam resolver as diferenças e até mesmo "normalizar" a atividade de suas respectivas missões diplomáticas após anos de expulsões cruzadas.
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