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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, instou nesta quarta-feira o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, a tomar a decisão de abandonar imediatamente a região do Donbass, que inclui Donetsk e Lugansk, em resposta às afirmações deste último sobre um suposto novo ultimato de Moscou para que se retire daquela área em dois meses.
“Não se trata de dois meses. Zelenski deve tomar uma decisão ainda hoje para que as tropas ucranianas abandonem o Donbass e saiam das fronteiras administrativas de Donetsk”, afirmou Peskov, depois que o governo russo garantiu nesta quarta-feira que já tem total controle sobre a região de Lugansk.
Peskov enfatizou que se trata de uma questão que já foi abordada em várias ocasiões e responsabiliza Zelenski pelas consequências de não ter tomado essa decisão, que ele reconhece ser “difícil”, de deixar o Donbass para trás.
O porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que, se Zelenski tivesse tomado essa decisão, teria sido evitada o que ele considerou “a fase mais sangrenta desta guerra”, conseguindo assim salvar muitas vidas, segundo a agência Interfax.
As declarações de Peskov ocorrem paralelamente ao anúncio do Ministério da Defesa sobre a conclusão bem-sucedida das operações para “libertar” Lugansk, que já se encontrava há alguns anos praticamente sob o controle de Moscou, assim como Donetsk, embora em medida muito menor ainda.
Na véspera, Zelenski afirmou que a Rússia vinha pressionando há algum tempo, fazendo crer aos Estados Unidos, com um novo ultimato para retirar definitivamente o que resta da Ucrânia da região do Donbass no prazo de dois meses.
A questão territorial é, juntamente com a gestão da usina nuclear de Zaporizhia, um dos dois pontos de maior atrito nas negociações fracassadas. A Ucrânia insiste que não pode considerar esses territórios perdidos, enquanto a Rússia argumenta que a ocupação responde ao interesse de proteger a comunidade russa que vive ali.
Nos últimos dias, a polêmica em torno desse assunto voltou à tona quando o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou que Washington condicionasse qualquer garantia de segurança para a Ucrânia em troca de que ela renunciasse a essa região, da qual Kiev já controla apenas algumas áreas.
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