Europa Press/Contacto/PRESIDENT OF UKRAINE
MADRID 7 jun. (EUROPA PRESS) -
A Presidência russa questionou as intenções do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e sua carta de paz ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, ao anunciar a missiva com grande alarde, o que o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, considerou um exercício de vaidade.
Zelenski publicou na sexta-feira uma carta na qual oferecia a Putin a possibilidade de se reunirem em um terceiro país, cara a cara, para pôr fim ao longo conflito que opõe ambos. Putin apontou “elementos de descortesia” no texto, destacou a inutilidade de uma reunião sem acordos prévios e instou as Forças Armadas russas a “colocarem-se a trabalhar”.
Agora, o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, criticou a publicidade que Zelenski deu a uma oferta que teria sido melhor comunicar em privado e sem ameaças veladas.
O presidente ucraniano chamou Putin de covarde nas entrelinhas ao propor que ele não tivesse “medo” de pôr fim ao conflito, antes de especular que a guerra terminará quando o presidente russo, de uma forma ou de outra, deixar o poder.
“Se você quer entregar uma carta, entregue-a. Mas se usar um megafone, não chame isso de carta”, indicou Peskov, em uma crítica à grandiloquência exibida pelo presidente ucraniano.
“O fato é que Zelenski se acha o Rambo e, por mais que queira se parecer com ele, não consegue”, reforçou Peskov, em referência ao herói indestrutível do cinema de ação bélico americano, interpretado por Sylvester Stallone.
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