Publicado 19/03/2025 08:36

Kremlin diz que Putin e Trump "confiam um no outro", mas que a normalização das relações "levará tempo"

HANDOUT - 18 de março de 2025, Rússia, Moscou: O presidente russo Vladimir Putin participa do congresso anual da União Russa de Industriais e Empresários (RSPP). Foto: -/Kremlin/dpa - ATENÇÃO: uso editorial apenas e somente se houver menção de crédito
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MADRID 19 mar. (EUROPA PRESS) -

A aproximação entre os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia, Donald Trump e Volodymyr Zelenski, respectivamente, é uma prova para o Kremlin de que ambos os líderes "confiam um no outro" e estão dispostos a construir pontes em questões fundamentais, como a guerra na Ucrânia, embora a normalização total das relações "levará tempo e esforço".

Trump e Putin tiveram uma conversa telefônica há muito esperada na terça-feira, que terminou sem compromissos firmes, mas com um aparente interesse mútuo em continuar o degelo, que resultará em futuras reuniões na Arábia Saudita, explicou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, em declarações à mídia.

De acordo com Peskov, Putin está "interessado" em continuar os contatos com Trump e vê "reciprocidade" do outro lado, com quem ele "se entende bem". O objetivo é avançar gradualmente em direção à "normalização" das relações que Moscou considerou gravemente prejudicadas durante o governo de Joe Biden.

O porta-voz do Kremlin defendeu o suposto interesse da Rússia em chegar a acordos, ao mesmo tempo em que reprovou a Ucrânia por sua "falta de vontade", que ele considera "evidente", fazendo alusão a um ataque a um depósito de combustível na região de Krasnodar, no sudoeste da Rússia, na quarta-feira.

Uma acusação semelhante à lançada por Kiev, que censurou Moscou por continuar a bombardear a infraestrutura de energia, apesar do fato de que, em teoria, Putin deu sinais a Trump de que estava disposto a concordar com um cessar-fogo em relação a esses alvos. Peskov esclareceu que o presidente não deu novas ordens para retomar os ataques a essas infraestruturas depois de falar com o presidente dos EUA.

Ele também descartou que os presidentes tenham discutido durante a conversa questões como a possível queda do governo de Zelenski ou o possível envio de forças de paz internacionais para o solo ucraniano, de acordo com agências de notícias oficiais russas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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