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MADRID 24 abr. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin disse nesta quinta-feira que a posição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a península da Crimeia é "completamente consistente" com a da Rússia, depois que o inquilino da Casa Branca disse na quarta-feira que a recusa de Kiev em reconhecer a soberania russa no território, anexado em 2014, é "muito prejudicial" para um possível acordo de paz.
"Isso é completamente consistente com nossa opinião e com o que temos dito há muito tempo", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, que se recusou a comentar sobre "vazamentos" sobre a possibilidade de Washington reconhecer a Crimeia como parte do território russo, informou a agência de notícias russa Interfax.
"Nós repetimos. O trabalho está em andamento. Não estamos falando apenas de nós. Estamos focados em continuar o processo para um acordo e valorizamos os serviços de mediação do lado dos EUA", enfatizou, um dia depois de Trump reprovar seu homólogo norte-americano, Volodimir Zelenski, que se ele quisesse manter a península deveria ter lutado por ela onze anos atrás, quando foi anexada por Moscou "sem um único tiro disparado".
O reconhecimento da Crimeia como território russo surgiu como uma das coisas que a Ucrânia provavelmente terá de aceitar em troca de um acordo de paz para acabar com a guerra que começou em fevereiro de 2022. No entanto, Zelensky afirmou recentemente que a Ucrânia "não reconhecerá legalmente a ocupação" pela Rússia.
Nesse sentido, o presidente dos EUA chamou a posição de Zelensky de "inflamatória", antes de enfatizar que "a Crimeia foi perdida anos atrás sob os auspícios do presidente (dos EUA) (Barack) Hussein Obama, e não é nem mesmo um ponto de discussão", lembrando que a península já abrigou bases russas no passado.
Zelenski então enfatizou que a Ucrânia "sempre agirá de acordo com sua Constituição" - que afirma que a Crimeia é território nacional - e expressou confiança de que seus parceiros, "em particular os Estados Unidos", sempre agirão "de acordo com suas decisões firmes", anexando isso a uma declaração contra a anexação russa da Crimeia pelo primeiro governo Trump.
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