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Peskov diz que não pode mencionar o paradeiro de Putin depois do que aconteceu
MADRID, 30 dez. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin disse nesta terça-feira que o suposto ataque atribuído à Ucrânia contra a residência do presidente russo, Vladimir Putin, em Novgorod, é também um ataque direto ao seu homólogo norte-americano, Donald Trump, e aos seus "esforços" para alcançar uma solução política e negociada para o conflito.
"Não é apenas dirigido pessoalmente contra Putin (...) também é dirigido contra Trump e tem como objetivo dificultar os esforços para promover uma solução pacífica para o conflito ucraniano", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, durante uma coletiva de imprensa.
Apesar da gravidade desses eventos, Peskov enfatizou que o ataque não foi capaz de prejudicar a "confiança" que existe atualmente entre Putin e Trump. É por isso que a Rússia continuará seu diálogo com os Estados Unidos, embora se reserve o direito de repensar sua posição na mesa de negociações.
Peskov enfatizou que esse foi um "ataque terrorista" e trouxe à tona as declarações do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky durante seu discurso de Natal, no qual ele mencionou que entre os desejos dos ucranianos estava a morte de Putin.
"Foi um ataque maciço de drones", disse Peskov, que criticou "muitos meios de comunicação ocidentais" que "fazem o jogo de Zelensky" ao negar o que aconteceu. Devido a esses fatos, o porta-voz disse que eles não estão em posição de revelar publicamente o paradeiro de Putin.
No início do dia, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, alegou que as forças ucranianas lançaram até 91 drones - embora interceptados - contra a residência presidencial de Putin em Novgorod, no noroeste da Rússia, na noite de 28 para 29 de dezembro.
Lavrov enfatizou que esses eventos não tirariam a Rússia da mesa de negociações com os Estados Unidos, embora pudessem mudar as posições de Moscou na mesa de negociações.
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