A Ucrânia adverte que, se Putin não for à Turquia, "será o sinal final de que ele não quer acabar com a guerra".
MADRID, 13 maio (EUROPA PRESS) -
O Kremlin assegurou nesta quinta-feira que continua "preparando" a reunião prevista para a próxima quinta-feira na Turquia pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, embora não tenha esclarecido qual será a composição da delegação russa, já que o pedido ucraniano é que o próprio presidente compareça.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, manteve o discurso de Putin na madrugada de domingo, no qual o presidente propôs à Ucrânia retomar o diálogo direto em 15 de maio, em Istambul. Em resposta, seu colega ucraniano, Volodimir Zelenski, propôs uma reunião cara a cara com Putin.
"O lado russo ainda está se preparando", disse Peskov, que "por enquanto" evitou fazer declarações sobre a composição da delegação, de acordo com a agência de notícias Interfax. "Quando o presidente considerar necessário, nós o anunciaremos", disse ele.
Em vez disso, o Kremlin acusou as potências europeias de tentar prolongar o conflito atual, depois que vários governos ameaçaram adotar novas sanções se Moscou não concordar com um cessar-fogo que, segundo Kiev, deve durar pelo menos 30 dias.
Zelenski confirmou na segunda-feira que estaria em Istambul, onde até mesmo o presidente dos EUA, Donald Trump, agora em uma turnê de vários dias pelo Oriente Médio, está considerando ir.
O chefe do gabinete presidencial ucraniano, Andri Yermak, sugeriu que a bola está agora no campo de Putin. "Se ele não for à Turquia, será o sinal definitivo de que a Rússia não quer acabar com a guerra, que não busca nem está disposta a iniciar negociações", resumiu.
Se ele não for, Yermak acredita que é hora de a comunidade internacional endurecer as sanções contra a Rússia e aumentar sua ajuda militar à Ucrânia, de acordo com declarações divulgadas pela presidência ucraniana.
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