Publicado 20/04/2026 09:36

O Kremlin destaca que a nova isenção das sanções se deve à sua "inegável" capacidade de fornecer petróleo bruto

Archivo - Arquivo - RÚSSIA, MOSCOU - 11 DE MARÇO DE 2026: Dmitry Peskov, secretário de imprensa do presidente da Rússia, participa da 2ª Conferência Pan-Russa de Pesquisa Aplicada intitulada “A mídia moderna: tecnologias, narrativas, pessoal”, realizada n
Europa Press/Contacto/Arina Antonova - Arquivo

MADRID 20 abr. (EUROPA PRESS) -

O Kremlin argumentou nesta segunda-feira que a recente decisão dos Estados Unidos de prorrogar até meados de maio a venda e a entrega de petróleo russo já carregado em navios-tanque se baseia na “inegável” capacidade de abastecimento do país, em um momento de profunda crise energética decorrente da guerra no Irã.

“A Rússia continua sendo um ator responsável e muito importante nos mercados energéticos mundiais”, destacou o porta-voz do Kremlin, Dimitri Peskov, em comentários sobre a decisão anunciada neste fim de semana pelo Departamento do Tesouro, que amplia a moratória às sanções americanas contra a Rússia.

“Os mercados atravessam atualmente momentos difíceis e, é claro, é muito difícil ignorar o volume de produção russa”, comemorou Peskov, que na semana passada declarou que a Rússia saberia conviver com as sanções ao petróleo caso Washington finalmente optasse por não prorrogar essa prerrogativa.

Na semana passada, o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que não estava prevista a prorrogação dessas isenções, uma vez que parecia que o tráfego marítimo pelo estreito de Ormuz começaria a funcionar com certa normalidade. No entanto, dias depois, as autoridades norte-americanas aprovaram uma nova prorrogação.

Há pouco mais de um mês, os Estados Unidos suspenderam temporariamente as sanções ao petróleo russo que se encontrava, naquele momento, em navios-tanque em alto mar, permitindo assim seu envio a compradores de todo o mundo, numa tentativa de conter os preços do combustível que haviam disparado devido à guerra no Golfo.

Com essa medida, que Washington agora prorroga até 16 de maio, pretende-se injetar centenas de milhares de barris de petróleo no mercado internacional e conter preços que chegaram a rondar os 100 dólares por tonelada.

A Ucrânia, por sua vez, lamentou que, com isso, fosse concedido um novo fôlego à economia russa em um momento crucial da guerra e na expectativa de voltar a sentar-se à mesa de negociações assim que a situação no Golfo se normalizar.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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