Europa Press/Contacto/Stefano Costantino
MADRID, 25 jul. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin descartou mais uma vez a possibilidade de uma reunião entre o presidente russo, Vladimir Putin, e seu colega ucraniano, Volodymyr Zelenski, em curto prazo, apesar da insistência de Kiev em que ela ocorra.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, não concorda que a terceira rodada de negociações diretas, que ocorreu na quarta-feira em Istambul, tenha aproximado essa possibilidade e observou que "é improvável" que as posições de Kiev e Moscou "possam ser harmonizadas da noite para o dia".
Peskov reconheceu que tal reunião "pode e deve finalizar" um acordo, mas "é improvável" que "um processo tão complicado" possa ser organizado nos próximos 30 dias, de acordo com a agência de notícias Interfax.
Enquanto isso, em Kiev, o presidente Zelenski insistiu em seu interesse em uma reunião cara a cara com seu colega russo o mais rápido possível e ressaltou que qualquer solução para o conflito exige essa reunião.
Zelenski observou uma certa mudança na atitude da Rússia em relação à questão e revelou que, durante a terceira rodada de negociações em Istambul, os emissários de Putin "começaram a falar sobre o assunto".
"Precisamos de um fim para a guerra, que provavelmente começará com uma reunião de líderes. Não funcionará de outra forma com eles. Precisamos de uma agenda para essa reunião, uma reunião de líderes", insistiu Zelenski na quinta-feira.
"Sempre levantamos essa questão publicamente e agora eles começaram a falar sobre isso conosco. Isso já é um passo em direção a algum formato de reunião", disse o presidente ucraniano aos repórteres, segundo o Ukrinform.
Zelensky viu essa mudança de atitude como uma resposta não apenas às intensas demandas públicas e diplomáticas de Kiev a esse respeito, mas também a "muitas outras coisas que aconteceram em seu território", uma clara referência aos frequentes ataques ucranianos à infraestrutura militar e energética russa.
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