Europa Press/Contacto/Alexander Shcherbak
MADRID 16 maio (EUROPA PRESS) -
O Kremlin se recusou, por enquanto, a retomar as atividades do chamado Conselho Rússia-OTAN, o mecanismo agora suspenso que era responsável por resolver os atritos habituais entre o governo russo e a Aliança Atlântica, interpretando o bloco como estando em guerra com seu país por causa do apoio que fornece à Ucrânia durante a guerra.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reagiu nesses termos à publicação de uma reportagem da agência Bloomberg que apontava para uma oferta dos Estados Unidos à Rússia para retomar as atividades desse mecanismo, suspenso em 2022 com o início da invasão russa na Ucrânia.
"No que nos diz respeito, não recebemos nenhuma proposta substancial a este respeito", respondeu Peskov, "mas é claro que neste momento é muito difícil falar de uma retomada de qualquer tipo de parceria", dado que "a Aliança do Atlântico Norte está atualmente em guerra com a Rússia".
Peskov, no entanto, não fechou a porta para a necessidade de outro tipo de fórum para o diálogo com a Europa. "Temos que discutir questões de segurança e estabilidade no continente europeu, e temos que fazer isso o mais rápido possível", disse o porta-voz do Kremlin.
A retomada desse conselho faz parte de um dos vários planos de paz que estão sendo considerados pelos Estados Unidos, conforme noticiado na época pelo portal Axios, além de outras medidas como o reconhecimento oficial pela Casa Branca de uma Crimeia russa e outro reconhecimento "de fato" dos territórios ucranianos incorporados à Rússia, em troca da suspensão imediata das operações.
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