MADRID 20 mar. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin lamentou as mensagens de "militarização" lançadas nas últimas semanas pela Europa, em oposição "clara" à suposta "vontade" dos presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e dos Estados Unidos, Donald Trump, de tomar medidas para uma resolução pacífica do conflito na Ucrânia.
Coincidindo com o início de uma reunião em Bruxelas de chefes de Estado e de governo da UE, o porta-voz-chefe da presidência russa, Dmitry Peskov, disse que os últimos movimentos na Europa acabaram transformando o continente em um "partido de guerra", de acordo com a agência de notícias Interfax.
Moscou, de acordo com Peskov, até agora não recebeu nenhum sinal do lado europeu de disposição para participar de futuras negociações de paz, que ainda não foram finalizadas, na esteira das últimas ações lideradas por Trump desde seu retorno à Casa Branca em janeiro.
Os governos da Rússia e dos EUA concordaram em continuar os contatos e Peskov confirmou na quinta-feira que "os detalhes finais" de uma nova reunião na Arábia Saudita, esperada para o início da próxima semana, estão sendo negociados. "A data exata será conhecida em breve", acrescentou.
O porta-voz do Kremlin disse que as delegações discutirão vários aspectos do conflito, incluindo a possível retomada do acordo que facilitou o transporte de grãos dos portos ucranianos através do Mar Negro.
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