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A presidência russa se recusa a comentar se a possível extradição de Assad para Damasco foi discutida
MADRID, 16 out. (EUROPA PRESS) -
O Kremlin confirmou nesta quinta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, discutiu em Moscou com o líder de transição da Síria, Ahmed al Shara, o futuro das bases militares russas no país, em meio aos esforços do país para manter sua presença após a queda do regime de Bashar al Assad em dezembro de 2024.
"No que diz respeito às bases, a questão estava em pauta. Isso é o que posso dizer", disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, que se recusou a comentar se os dois líderes discutiram a possível extradição de al-Assad para a Síria, informou a agência de notícias russa TASS.
A esse respeito, ele enfatizou que Moscou "não tem nada a dizer sobre Al Assad nesse contexto", depois que as novas autoridades, instaladas após o sucesso de uma ofensiva de jihadistas e rebeldes, exigiram que Moscou o entregasse, depois que ele fugiu para o país eurasiano pouco antes da queda de seu regime.
Durante a reunião, Putin e Al Shara enfatizaram a "relação especial" e os "laços históricos" entre seus respectivos países. De fato, o presidente russo enfatizou que essas relações perduram independentemente de "quaisquer considerações políticas momentâneas".
A Rússia foi um aliado fundamental do regime de Al Assad e agora aspira manter suas instalações militares na Síria e, por extensão, seu grau de influência, em meio à reestruturação de seus laços após a ascensão ao poder de Al Shara, o ex-líder do grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham (HTS).
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